Como uma tempestade pode afetar um voo.
O G1 é uma das melhores coberturas da internet. Não é à toa que é da Globo.
sexta-feira, junho 05, 2009
terça-feira, junho 02, 2009
Mistério e hipóteses
O mistério sobre o que causou a queda do avião da Air France dever perdurar por muito tempo, mas há algumas boas hipóteses, como esta.
De tudo o que li e ouvi, o desastre parece ter sido causado por um tempestade severa. Não apenas raios, já que eles não derrubam aviões, mas podem causar danos elétricos.
Um coronel da reserva disse há pouco que, mesmo no caso de uma pane elétrica completa, o avião teria um sistema de cataventos para gerar eletricidade de emergência.
Além de raios, a tempestade teria sido tão forte a ponto de a estrutura do avião não resistir. A ruptura abrupta do avião explicaria o fato de os pilotos não terem pedido socorro.
Claro que os adeptos das teorias conspiratórias já falam em atentado e até mesmo em mísseis - desgovernados ou não.
Ainda que não tenha sido um atentado, a hipótese de ter havido uma explosão não pode ser descartada. O mesmo coronel relatou casos de desastres provocados por explosão de carga mal manipulada.
Um entrevistado numa matéria da CBC TV faz a pergunta-chave: se havia uma tempestade à frente, por que o piloto decidiu entrar nela?
Um outro especialista ouvido por uma TV brasileira hoje explicou que cada companhia tem políticas próprias no gerencimento de voo. Mudanças de rota, como para contornar tempestades, podem elevar os custos de operação. Pilotos são frequentemente pressionados a reduzir os custos. Mas ele ressaltou que não chegaria ao ponto de colocar em risco a segurança de passageiros e tripulantes.
De tudo o que li e ouvi, o desastre parece ter sido causado por um tempestade severa. Não apenas raios, já que eles não derrubam aviões, mas podem causar danos elétricos.
Um coronel da reserva disse há pouco que, mesmo no caso de uma pane elétrica completa, o avião teria um sistema de cataventos para gerar eletricidade de emergência.
Além de raios, a tempestade teria sido tão forte a ponto de a estrutura do avião não resistir. A ruptura abrupta do avião explicaria o fato de os pilotos não terem pedido socorro.
Claro que os adeptos das teorias conspiratórias já falam em atentado e até mesmo em mísseis - desgovernados ou não.
Ainda que não tenha sido um atentado, a hipótese de ter havido uma explosão não pode ser descartada. O mesmo coronel relatou casos de desastres provocados por explosão de carga mal manipulada.
Um entrevistado numa matéria da CBC TV faz a pergunta-chave: se havia uma tempestade à frente, por que o piloto decidiu entrar nela?
Um outro especialista ouvido por uma TV brasileira hoje explicou que cada companhia tem políticas próprias no gerencimento de voo. Mudanças de rota, como para contornar tempestades, podem elevar os custos de operação. Pilotos são frequentemente pressionados a reduzir os custos. Mas ele ressaltou que não chegaria ao ponto de colocar em risco a segurança de passageiros e tripulantes.
sexta-feira, maio 22, 2009
Show de horror
Luiz Inércio I não cansa de iluminar o mundo.
Nunca antes na história deffe paiff se disse tanta bobagem.
Nunca antes na história deffe paiff se disse tanta bobagem.
quarta-feira, maio 13, 2009
Assassino voador
Um típico playboy curitibano matou dois jovens ao bater no carro deles em alta velocidade. Estava a 190 Km por hora.
O playboy já tinha 30 - isso mesmo, 30! - multas, a maioria por excesso de velocidade. Já estava sem o direito de dirigir automóveis porque contava 130 pontos na carteira.
Como é deputado estadual, o playboyzinho tem foro privilegiado na Justiça.
Por ser deputado estadual, o delegado não mandou fazer o teste de teor alcoólico no meliante. Sim, porque quem está com a carteira apreendida e, assim mesmo, voa com o carro e mata duas pessoas só pode ser chamado de bandido! Mesmo sendo deputado.
Aqui no Brasil, a lei vale para todos, menos para os que estão no poder.
Ainda bem que o consulado já nos pediu os passaportes para a emissão dos vistos.
O playboy já tinha 30 - isso mesmo, 30! - multas, a maioria por excesso de velocidade. Já estava sem o direito de dirigir automóveis porque contava 130 pontos na carteira.
Como é deputado estadual, o playboyzinho tem foro privilegiado na Justiça.
Por ser deputado estadual, o delegado não mandou fazer o teste de teor alcoólico no meliante. Sim, porque quem está com a carteira apreendida e, assim mesmo, voa com o carro e mata duas pessoas só pode ser chamado de bandido! Mesmo sendo deputado.
Aqui no Brasil, a lei vale para todos, menos para os que estão no poder.
Ainda bem que o consulado já nos pediu os passaportes para a emissão dos vistos.
domingo, maio 03, 2009
A gripe suína e a teoria da decisão
Texto bem interessante do NYT sobre a gripe suína. Como informar bem a população sem alarmismo. Envolve teoria da decisão, teoria da comunicação e outras.
sábado, abril 25, 2009
Rumo à civilização
Meu amigo Maurício Oliveira fez alguns comentários no post anterior que merecem um outro específico. Concordo com ele que uma coisa é a impressão que temos de um outro país como visitantes. Outra, bem diferente, é imigrar.
Não tenho dúvidas disso. Estamos no processo de imigração há mais de dois anos. Nesse período, acompanho muitos blogs de gente que já foi ou está indo morar no Canadá. Acompanho a imprensa de lá diariamente. Ou seja, não tenho grandes ilusões. Sei que não estamos indo para o paraíso.
O Canadá tem lá os seus defeitos. E não estou me referindo ao frio e à neve. Falo, principalmente, da ingerência estatal na vida das pessoas. Eu, atualmente, sou um tanto liberal, e o Canadá tem uma tendência forte ao que se pode chamar de social-democracia.
Mas esse preço a pagar é pequeno. Lá, o governo tributa, mas dá em troca. O transporte público e a saúde funcionam e há segurança nas ruas.
Imigrar é uma decisão difícil - até mesmo extrema. No nosso caso, sempre quisemos morar fora. Não sei se será para sempre. Mas queremos ficar por lá pelo menos uns três anos para ter cidadania canadense.
Geralmente, os imigrantes que escolhem o Canadá (ou Austrália, Nova Zelândia) têm um perfil diferente dos demais. Eles não vão em busca de enriquecer, mas de outras coisas não menos caras, como estabilidade, segurança e uma vida melhor para os filhos.
A maioria tem curso superior e está razoavelmente bem estabelecida aqui no Brasil. Até porque, para passar com sucesso pelo processo, é preciso ter as qualificações: formação, idade, conhecimento do idioma e grana.
A única coisa de que discordo do Maurício é a história do destino. Se o destino me fez nascer no Brasil, problema dele. Eu mudo para o Canadá! Não tem essa de destino, não.
No nosso caso, se não gostarmos, voltamos e pronto. Conheço gente que foi e adorou (a grande maioria) e gente que detestou e voltou. Por isso que é uma coisa muito particular. Eu sou meio cigano. É tudo uma questão de perspectiva. Eu moraria em vários lugares do mundo, se me deixassem.
Mas eu não quero deixar a imagem de que estamos imigrando porque estamos desiludidos com o Brasil. A primeira razão é que sempre quisemos morar fora, e só agora tivemos a oportunidade.
É claro que a situação do país nos empurra para lá. Prefiro ter filhos lá a tê-los aqui e correr o risco de vê-los arrastados por um bando de botocudos do lado de fora do carro que eles tentam roubar. Estou exagerando? Pode ser, mas ainda ontem um outro episódio grotesco desses ocorreu - ainda bem que o menino sobreviveu.
Sim, a violência é uma das coisas que mais me incomodam por aqui. Simplesmente porque o medo nos impede de fazer coisas singelas, como sair à rua depois de uma certa hora da noite.
"Ah, mas lá no Canadá também tem violência". Sim. Em Toronto, matam em um ano o que matam em menos de um mês em São Paulo.
Civilidade. Pelo menos por alguns anos.
Ah, sim, Maurício, vocês serão muito bem recebidos por lá. Será uma honra.
Não tenho dúvidas disso. Estamos no processo de imigração há mais de dois anos. Nesse período, acompanho muitos blogs de gente que já foi ou está indo morar no Canadá. Acompanho a imprensa de lá diariamente. Ou seja, não tenho grandes ilusões. Sei que não estamos indo para o paraíso.
O Canadá tem lá os seus defeitos. E não estou me referindo ao frio e à neve. Falo, principalmente, da ingerência estatal na vida das pessoas. Eu, atualmente, sou um tanto liberal, e o Canadá tem uma tendência forte ao que se pode chamar de social-democracia.
Mas esse preço a pagar é pequeno. Lá, o governo tributa, mas dá em troca. O transporte público e a saúde funcionam e há segurança nas ruas.
Imigrar é uma decisão difícil - até mesmo extrema. No nosso caso, sempre quisemos morar fora. Não sei se será para sempre. Mas queremos ficar por lá pelo menos uns três anos para ter cidadania canadense.
Geralmente, os imigrantes que escolhem o Canadá (ou Austrália, Nova Zelândia) têm um perfil diferente dos demais. Eles não vão em busca de enriquecer, mas de outras coisas não menos caras, como estabilidade, segurança e uma vida melhor para os filhos.
A maioria tem curso superior e está razoavelmente bem estabelecida aqui no Brasil. Até porque, para passar com sucesso pelo processo, é preciso ter as qualificações: formação, idade, conhecimento do idioma e grana.
A única coisa de que discordo do Maurício é a história do destino. Se o destino me fez nascer no Brasil, problema dele. Eu mudo para o Canadá! Não tem essa de destino, não.
No nosso caso, se não gostarmos, voltamos e pronto. Conheço gente que foi e adorou (a grande maioria) e gente que detestou e voltou. Por isso que é uma coisa muito particular. Eu sou meio cigano. É tudo uma questão de perspectiva. Eu moraria em vários lugares do mundo, se me deixassem.
Mas eu não quero deixar a imagem de que estamos imigrando porque estamos desiludidos com o Brasil. A primeira razão é que sempre quisemos morar fora, e só agora tivemos a oportunidade.
É claro que a situação do país nos empurra para lá. Prefiro ter filhos lá a tê-los aqui e correr o risco de vê-los arrastados por um bando de botocudos do lado de fora do carro que eles tentam roubar. Estou exagerando? Pode ser, mas ainda ontem um outro episódio grotesco desses ocorreu - ainda bem que o menino sobreviveu.
Sim, a violência é uma das coisas que mais me incomodam por aqui. Simplesmente porque o medo nos impede de fazer coisas singelas, como sair à rua depois de uma certa hora da noite.
"Ah, mas lá no Canadá também tem violência". Sim. Em Toronto, matam em um ano o que matam em menos de um mês em São Paulo.
Civilidade. Pelo menos por alguns anos.
Ah, sim, Maurício, vocês serão muito bem recebidos por lá. Será uma honra.
sexta-feira, abril 24, 2009
Here we go!
No more Lulas, Dirceus, Protógenes, Dantas, Joaquins, Gilmares, Temeres, Renans, Sarneys, et caterva.
Isto é o que nos espera em breve.
Isto é o que nos espera em breve.
Barbosa, o irritadinho
O episódio do STF desperta em mim o conflito entre o meu lado racional e o, digamos assim, emocional. Não consigo deixar de dar risadas ao rever o bate-boca. É hilário ver aqueles velhinhos lavando roupa suja naquele ambiente pomposo.
Mas, no fundo, no fundo, é episódio lastimável, sem dúvida. Achei desproporcional a reação de Joaquim Barbosa. Deveria haver algo mais por trás de tamanho destempero.
E há. Este texto aqui explica mais ou menos a realidade do STF. Barbosa veio do Ministério Público e teria visão conflitante da de seus pares. Esses se inclinariam mais para a defesa dos direitos individuais, enquanto Barbosa compactuaria com a ideia de as elites influenciam as decisões do STF. Por isso, seria tolerante com os métodos nada ortodoxos de investigação adotados pelo MP e pela PF naquelas operações de nomes engraçadinhos.
A base da democracia é justamente o respeito aos direitos individuais. Portanto, quem os defender intransigentemente tem o meu apoio e respeito.
Mas, no fundo, no fundo, é episódio lastimável, sem dúvida. Achei desproporcional a reação de Joaquim Barbosa. Deveria haver algo mais por trás de tamanho destempero.
E há. Este texto aqui explica mais ou menos a realidade do STF. Barbosa veio do Ministério Público e teria visão conflitante da de seus pares. Esses se inclinariam mais para a defesa dos direitos individuais, enquanto Barbosa compactuaria com a ideia de as elites influenciam as decisões do STF. Por isso, seria tolerante com os métodos nada ortodoxos de investigação adotados pelo MP e pela PF naquelas operações de nomes engraçadinhos.
A base da democracia é justamente o respeito aos direitos individuais. Portanto, quem os defender intransigentemente tem o meu apoio e respeito.
terça-feira, abril 21, 2009
Por que não te calas, idiota?
Só eu achei isso uma provocação? É preciso muita ingenuidade (ou burrice, mesmo - o que não falta na nossa imprensa) para achar que o gesto do canastrão do século XXI foi um "sinal de aproximação entre os dois líderes". Faça-me o favor!
O livreto "As veias abertas da América Latina" também pode ser intitulado "O manual do perfeito idiota latino-americano".
O livreto "As veias abertas da América Latina" também pode ser intitulado "O manual do perfeito idiota latino-americano".
segunda-feira, abril 20, 2009
O aquecimento que esfria II
Em tempos de aumento de temperatura média, como dizem, as geleiras crescem?
O aquecimento que esfria
Este aquecimento global faz coisas!
Engraçado que quando as temperaturas estão acima da média histórica, é culpa do tal aquecimento global. Quando esfria, nem falam dele, coitado.
Engraçado que quando as temperaturas estão acima da média histórica, é culpa do tal aquecimento global. Quando esfria, nem falam dele, coitado.
quinta-feira, abril 09, 2009
terça-feira, abril 07, 2009
Isn´t she lovely?
Hoje é um dia muito especial. Não, não é por causa do dia do jornalista. Muito mais importante do que isso. Hoje é aniversário da Renata - the love of my life.
Acho que é o décimo aniversário dela que passamos juntos. Além de linda, tem uma paciência de Jó para me aguentar por esses anos todos.
Por isso é que dei um jeitinho de transferir uma reunião que eu tinha no Rio para passar esse dia aqui com ela.
Como sou um pouquinho mais velho, falei pra ela que não dói nada passar dos 30. A não ser quando você se mete a jogar futebol duas vezes por semana, o que leva a dores musculares que persistem por três dias.
Como no próximo aniversário é bem possível que não estejamos mais por aqui (não, não quis dizer neste mundo, mas neste hemisfério), domingo teve almoço de família e hoje vai ter outro.
Parabéns, Rê!
ISN´T SHE LOVELY
Isn't she lovely
Isn't she wonderfull
Isn't she precious
Less than one minute old
I never thought through love we'd be
Making one as lovely as she
But isn't she lovely made from love
Isn't she pretty
Truly the angel's best
Boy, I'm so happy
We have been heaven blessed
I can't believe what God has done
through us he's given life to one
But isn't she lovely made from love
Isn't she lovely
Life and love are the same
Life is Aisha
The meaning of her name
Londie, it could have not been done
Without you who conceived the one
That's so very lovely made from love
domingo, abril 05, 2009
quarta-feira, abril 01, 2009
Lei de imprensa
O STF julga hoje a constitucionalidade da Lei de Impresa e a obrigatoriedade de diploma específico para o exercício do jornalismo. Eu defendo o fim da exigência do diploma para jornalista (mas tenho um).
Assista ao vivo.
Assista ao vivo.
Simbolismo vazio
Hour of no power increases emissions
Bjorn Lomborg March 27, 2009
THIS Saturday, the World Wildlife Fund wants everybody on the planet to switch off their lights for an hour in a "global election between Earth and global warming", where switching off the lights "is a vote for Earth".
In Australia, where Earth Hour started, it evidently enjoys strong support from politicians, celebrities, corporate backers and the public. The efforts this Saturday certainly will be well-intentioned. Many of us worry about global warming and would like to be part of the solution.
Unfortunately, this event - as with many public proposals on climate change - is an entirely symbolic gesture that creates the mistaken impression that there are easy, quick fixes to climate change. One provincial British newspaper wrote this week: "Saving the planet could be as easy as switching off the lights in South Tyneside, green campaigners say."
It will take more than the metropolitan borough of South Tyneside, population 152,000, to solve global warming. Even if a billion people turn off their lights this Saturday, the entire event will be equivalent to switching off China's emissions for six short seconds.
In economic terms, the environmental and humanitarian benefits from the efforts of the entire developed world would add up to just $21,000.
The campaign doesn't ask anybody to do anything difficult, such as coping without heating, air-conditioning, telephones, the internet, hot food or cold drinks. Conceivably, if you or I sat in our houses watching television, with the heater and computer running, we could claim we're part of an answer to global warming, so long as the lights are switched off. The symbolism is almost perverse.
In Australia last year, Earth Hour's organisers required participating businesses to pledge to reduce their emissions by 5 per cent during the following year. This year, that requirement has been dropped. "We decided we'd actually downplay (concrete cuts)this time," the chief executive of WWF Australia told The Sunday Age.
There apparently has been no accounting of whether last year's sponsors lived up to their pledge. The Sunday Age reported last week: "An analysis of the key sponsors of Earth Hour reveals that most have reported increased emissions in their most recent figures."
And it gets worse: the event could cause higher overall pollution than if we just left our lights on. When asked to extinguish electricity, people turn to candlelight. Candles seem natural, but are almost 100 times less efficient than incandescent light globes, and more than 300 times less efficient than fluorescent lights.
If you use one candle for each extinguished globe, you're essentially not cutting CO2 at all, and with two candles you'll emit more CO2. Moreover, candles produce indoor air pollution 10 to 100 times the level of pollution caused by all cars, industry and electricity production.
No wonder that even committed climate campaigners are sceptical. Clive Hamilton, author of Scorcher: The Dirty Politics of Climate Change, told The Sunday Age last week that "we are well past the time for feel-good exercises aimed at raising awareness. It's like the band playing on as the Titanic sinks."
He said there was a real danger that Earth Hour convinced people we were making progress on climate change when we were not. And it let business and government off the hook.
There is still no cheap replacement for the carbon that we burn. This is the reason many promises of drastic CO2 cuts remain just empty promises and why past global agreements to cut CO2 have gone unfulfilled.
A meaningful solution to global warming needs to focus on research into and development of clean energy, instead of fixating on empty promises of carbon emission reductions.
It is vital to make solar and other new technology cheaper than fossil fuels quickly so we can turn off carbon energy sources for a lot longer than one hour and keep the planet running. Every country should agree to spend 0.05 per cent of its gross domestic product on low-carbon energy research and development.
The total global cost would be 10 times greater than present spending, yet be 10 times less than the cost of the Kyoto Protocol on carbon emission reductions. This response to global warming is a realistic, achievable one.
Fossil fuels literally gave us an enlightenment, by lighting our world and giving us protection from the fury of the elements. It is ironic that today's pure symbolism should hark back to a darker age.
Bjorn Lomborg is the director of Denmark-based think tank the Copenhagen Consensus Centre, adjunct professor at the Copenhagen Business School, and author of Cool It and The Skeptical Environmentalist.
Link to article: http://www.theaustralian.news.com.au/story/0,25197,25247677-7583,00.html
Bjorn Lomborg March 27, 2009
THIS Saturday, the World Wildlife Fund wants everybody on the planet to switch off their lights for an hour in a "global election between Earth and global warming", where switching off the lights "is a vote for Earth".
In Australia, where Earth Hour started, it evidently enjoys strong support from politicians, celebrities, corporate backers and the public. The efforts this Saturday certainly will be well-intentioned. Many of us worry about global warming and would like to be part of the solution.
Unfortunately, this event - as with many public proposals on climate change - is an entirely symbolic gesture that creates the mistaken impression that there are easy, quick fixes to climate change. One provincial British newspaper wrote this week: "Saving the planet could be as easy as switching off the lights in South Tyneside, green campaigners say."
It will take more than the metropolitan borough of South Tyneside, population 152,000, to solve global warming. Even if a billion people turn off their lights this Saturday, the entire event will be equivalent to switching off China's emissions for six short seconds.
In economic terms, the environmental and humanitarian benefits from the efforts of the entire developed world would add up to just $21,000.
The campaign doesn't ask anybody to do anything difficult, such as coping without heating, air-conditioning, telephones, the internet, hot food or cold drinks. Conceivably, if you or I sat in our houses watching television, with the heater and computer running, we could claim we're part of an answer to global warming, so long as the lights are switched off. The symbolism is almost perverse.
In Australia last year, Earth Hour's organisers required participating businesses to pledge to reduce their emissions by 5 per cent during the following year. This year, that requirement has been dropped. "We decided we'd actually downplay (concrete cuts)this time," the chief executive of WWF Australia told The Sunday Age.
There apparently has been no accounting of whether last year's sponsors lived up to their pledge. The Sunday Age reported last week: "An analysis of the key sponsors of Earth Hour reveals that most have reported increased emissions in their most recent figures."
And it gets worse: the event could cause higher overall pollution than if we just left our lights on. When asked to extinguish electricity, people turn to candlelight. Candles seem natural, but are almost 100 times less efficient than incandescent light globes, and more than 300 times less efficient than fluorescent lights.
If you use one candle for each extinguished globe, you're essentially not cutting CO2 at all, and with two candles you'll emit more CO2. Moreover, candles produce indoor air pollution 10 to 100 times the level of pollution caused by all cars, industry and electricity production.
No wonder that even committed climate campaigners are sceptical. Clive Hamilton, author of Scorcher: The Dirty Politics of Climate Change, told The Sunday Age last week that "we are well past the time for feel-good exercises aimed at raising awareness. It's like the band playing on as the Titanic sinks."
He said there was a real danger that Earth Hour convinced people we were making progress on climate change when we were not. And it let business and government off the hook.
There is still no cheap replacement for the carbon that we burn. This is the reason many promises of drastic CO2 cuts remain just empty promises and why past global agreements to cut CO2 have gone unfulfilled.
A meaningful solution to global warming needs to focus on research into and development of clean energy, instead of fixating on empty promises of carbon emission reductions.
It is vital to make solar and other new technology cheaper than fossil fuels quickly so we can turn off carbon energy sources for a lot longer than one hour and keep the planet running. Every country should agree to spend 0.05 per cent of its gross domestic product on low-carbon energy research and development.
The total global cost would be 10 times greater than present spending, yet be 10 times less than the cost of the Kyoto Protocol on carbon emission reductions. This response to global warming is a realistic, achievable one.
Fossil fuels literally gave us an enlightenment, by lighting our world and giving us protection from the fury of the elements. It is ironic that today's pure symbolism should hark back to a darker age.
Bjorn Lomborg is the director of Denmark-based think tank the Copenhagen Consensus Centre, adjunct professor at the Copenhagen Business School, and author of Cool It and The Skeptical Environmentalist.
Link to article: http://www.theaustralian.news.com.au/story/0,25197,25247677-7583,00.html
segunda-feira, março 30, 2009
Zappi
Engraçado, o blog do Zappi é um dos melhores que conheço e até agora - não sei por que - eu não tinha colocado um link pra ele aí ao lado! Está consertado o meu lapso. Corram pra lá.
sábado, março 28, 2009
As hordas verdes
Estes movimentos de massa me preocupam. As hordas quase sempre perdem a razão. E elas podem se juntar para "salvar o planeta". Daí, aquela tal da liberdade individual vai por água abaixo.
Aqui na minha vizinhança, a maioria dos apartamentos aderiu à tal "hora do planeta". OK, cada um faz o que bem entender, dentro da lei.
O problema é que eles não pensam assim. Quando deu 20h30min, o bando se juntou para constranger os que ousavam permanecer com alguma lâmpada acesa. "Apaga a luz", berravam.
É claro que não é suficiente pra me intimidar. Chamei-os de babacas e de maria-vai-com-as-outras. Os gritinhos histéricos de marmanjos continuaram por alguns minutos até cansarem.
O que me espanta, nesse comportamento de manada, é que eles não têm a mínima dúvida de que estão com toda a razão.
Mas e eu, tenho alguma dúvida? Todas. É muito provável que o atual ciclo de elevação da temperatura seja causado, em parte, por atividades humanas, mas não se sabe exatamente quanto.
O que se pode argumentar é que, pelo sim, pelo não, melhor será reduzir o consumo de recursos naturais. Mal não vai fazer.
OK, parece razoável. O problema é a histeria e o catastrofismo, que podem levar por água abaixo, inclusive, alguns direitos básicos do cidadão, como acender ou desligar as luzes quando bem entender.
E o pior é que entre os adeptos desses movimentos de turba estão aqueles que nunca se preocupam em economizar água ou energia elétrica. Tomam banho com o chuveiro ligado o tempo todo; vão de carro à padaria; dormem com a televisão ligada... Enfim, uns hipócritas.
Aqui na minha vizinhança, a maioria dos apartamentos aderiu à tal "hora do planeta". OK, cada um faz o que bem entender, dentro da lei.
O problema é que eles não pensam assim. Quando deu 20h30min, o bando se juntou para constranger os que ousavam permanecer com alguma lâmpada acesa. "Apaga a luz", berravam.
É claro que não é suficiente pra me intimidar. Chamei-os de babacas e de maria-vai-com-as-outras. Os gritinhos histéricos de marmanjos continuaram por alguns minutos até cansarem.
O que me espanta, nesse comportamento de manada, é que eles não têm a mínima dúvida de que estão com toda a razão.
Mas e eu, tenho alguma dúvida? Todas. É muito provável que o atual ciclo de elevação da temperatura seja causado, em parte, por atividades humanas, mas não se sabe exatamente quanto.
O que se pode argumentar é que, pelo sim, pelo não, melhor será reduzir o consumo de recursos naturais. Mal não vai fazer.
OK, parece razoável. O problema é a histeria e o catastrofismo, que podem levar por água abaixo, inclusive, alguns direitos básicos do cidadão, como acender ou desligar as luzes quando bem entender.
E o pior é que entre os adeptos desses movimentos de turba estão aqueles que nunca se preocupam em economizar água ou energia elétrica. Tomam banho com o chuveiro ligado o tempo todo; vão de carro à padaria; dormem com a televisão ligada... Enfim, uns hipócritas.
Dia mundial da estupidez
Vejam só este post lá do Coluna Extra. Uma jornalista portuguesa traz informação importante sobre desatinos como o tal movimento "hora do planeta", marcado para hoje, sábado.
Meu comentário lá: A estupidez humana não tem limites, e as Ongs "ambientais" são a maior prova disso. Não participo de campanhas. A Terra já esquentou e esfriou muitas vezes, antes mesmo de nós, humanos, darmos o ar de nossa graça por aqui. Mas as Ongs precisam de um discurso que lhes garanta dinheiro. São como os sindicatos. "Sindicalista" e "ongueiro" são, hoje, profissões; um modo de ganhar a vida.
Meu comentário lá: A estupidez humana não tem limites, e as Ongs "ambientais" são a maior prova disso. Não participo de campanhas. A Terra já esquentou e esfriou muitas vezes, antes mesmo de nós, humanos, darmos o ar de nossa graça por aqui. Mas as Ongs precisam de um discurso que lhes garanta dinheiro. São como os sindicatos. "Sindicalista" e "ongueiro" são, hoje, profissões; um modo de ganhar a vida.
O futuro do jornalismo - ou o jornalismo tem futuro?
DO COMUNIQUE-SE
Entusiasta dos modelos de colaboração na Internet, o jornalista e diretor da The Information Company nos EUA Pedro Augusto Costa publicou, no site InvestNews, um artigo sobre a sustentabilidade financeira da Wikipedia.
Antes, tratou de convidar usuários do site Wikimedia no Brasil, para corrigir e ajustar o texto. cerca de 30 colaboradores o ajudaram a aprimorar o conteúdo do artigo - que, em um dos trechos, afirma: a Wikipedia, reunindo conhecimento de forma prática e ágil, está tomando o lugar dos jornais.
"Todo mundo gera conteúdo e compete com você, e essa mudança está vindo de uma forma muito rápida", complementa Costa, profissional acostumado a "separar o joio do trigo" há 30 anos.
Nesse cenário onde artigos sobre ciência, economia ou tecnologia podem ficar melhores se escritos a várias mãos, em uma conversa onde leitores e espectadores participam da produção editorial, qual o papel de quem está acostumado a filtrar o que interessa? "E pra que esse profissional?", devolve Costa, questionando a necessidade do jornalista.
"Se todo mundo está convidado a ser jornalista, as pessoas ainda vão precisar de alguém que escolha suas notícias? Será que existirão repórteres daqui a cinco, seis anos? O jornalismo é uma atividade muito bonita para ficar apenas nas mãos dos jornalistas", provoca.
O debate sobre o futuro do jornalismo aumentou nas últimas semanas, coincidindo com as notícias sobre a crise nos jornais impressos, sobretudo nos EUA.
Discurso similar ao de Pedro Costa, sobre a falta de otimismo da imprensa norte-americana, tem o colunista de O Estado de S. Paulo Pedro Doria. Seu ponto de vista, que rendeu 140 manifestações em seu blog, Doria lembra que os números indicam aumento na circulação de jornais, mas por uma conjuntura econômica.
Isso quer dizer, em suas palavras, que "os grandes grupos de mídia brasileiros têm mais tempo do que os norte-americanos para enfrentar as mudanças que já estão acontecendo".
Pedro Costa lembra que, diante desse impacto, a imprensa ainda não encontrou um modelo viável para pagar seus custos. "A mídia sabia que isso aconteceria e não fez nada para mudar, não se preparou para este futuro. E ainda é impossível dizer qual a alternativa para isso", conclui.
Para Doria, três modelos estão sendo analisados: a publicidade, a existência de fundações mantenedoras e doações do público.
Autor do blog de sugestivo nome "O Jornalismo Morreu!", o professor do curso de Comunicação do Centro Universitário Una Jorge Rocha convidou jornalistas para analisar este panorama. Ao final, uma pergunta permanece sem resposta: "então, a partir daqui, para onde é que nós vamos?".
Entre tantas incertezas, a constatação de Pedro Costa é: "precisamos nos adaptar".
Entusiasta dos modelos de colaboração na Internet, o jornalista e diretor da The Information Company nos EUA Pedro Augusto Costa publicou, no site InvestNews, um artigo sobre a sustentabilidade financeira da Wikipedia.
Antes, tratou de convidar usuários do site Wikimedia no Brasil, para corrigir e ajustar o texto. cerca de 30 colaboradores o ajudaram a aprimorar o conteúdo do artigo - que, em um dos trechos, afirma: a Wikipedia, reunindo conhecimento de forma prática e ágil, está tomando o lugar dos jornais.
"Todo mundo gera conteúdo e compete com você, e essa mudança está vindo de uma forma muito rápida", complementa Costa, profissional acostumado a "separar o joio do trigo" há 30 anos.
Nesse cenário onde artigos sobre ciência, economia ou tecnologia podem ficar melhores se escritos a várias mãos, em uma conversa onde leitores e espectadores participam da produção editorial, qual o papel de quem está acostumado a filtrar o que interessa? "E pra que esse profissional?", devolve Costa, questionando a necessidade do jornalista.
"Se todo mundo está convidado a ser jornalista, as pessoas ainda vão precisar de alguém que escolha suas notícias? Será que existirão repórteres daqui a cinco, seis anos? O jornalismo é uma atividade muito bonita para ficar apenas nas mãos dos jornalistas", provoca.
O debate sobre o futuro do jornalismo aumentou nas últimas semanas, coincidindo com as notícias sobre a crise nos jornais impressos, sobretudo nos EUA.
Discurso similar ao de Pedro Costa, sobre a falta de otimismo da imprensa norte-americana, tem o colunista de O Estado de S. Paulo Pedro Doria. Seu ponto de vista, que rendeu 140 manifestações em seu blog, Doria lembra que os números indicam aumento na circulação de jornais, mas por uma conjuntura econômica.
Isso quer dizer, em suas palavras, que "os grandes grupos de mídia brasileiros têm mais tempo do que os norte-americanos para enfrentar as mudanças que já estão acontecendo".
Pedro Costa lembra que, diante desse impacto, a imprensa ainda não encontrou um modelo viável para pagar seus custos. "A mídia sabia que isso aconteceria e não fez nada para mudar, não se preparou para este futuro. E ainda é impossível dizer qual a alternativa para isso", conclui.
Para Doria, três modelos estão sendo analisados: a publicidade, a existência de fundações mantenedoras e doações do público.
Autor do blog de sugestivo nome "O Jornalismo Morreu!", o professor do curso de Comunicação do Centro Universitário Una Jorge Rocha convidou jornalistas para analisar este panorama. Ao final, uma pergunta permanece sem resposta: "então, a partir daqui, para onde é que nós vamos?".
Entre tantas incertezas, a constatação de Pedro Costa é: "precisamos nos adaptar".
Jornalista do Senado trabalhou para políticos
DO COMUNIQUE-SE
Jornalista e advogada, a diretora da Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado Federal, Elga Mara Teixeira Lopes, tem deixado a Casa para se dedicar a campanhas eleitorais.
A denúncia é da edição desta sexta-feira, do jornal O Globo. Segundo o diário, Elga, que é especialista em pesquisa de opinião, trabalhou em campanhas mas continuava recebendo os vencimentos do Senado. A jornalista conta que, quando realizou esse tipo de trabalho, estava de férias.
Levantamento feito pelo jornal junto à Diretoria de Recursos Humanos mostra que não houve registro de afastamento ou licença nos períodos em que ela fez campanhas.
Contratada em 28/02/03, nomeada pelo então presidente José Sarney (PMDB-AP) como secretária parlamentar, ela trabalhou na campanha de João Paulo (PT) à prefeitura de Recife, um ano depois. Em 2006, fez a cmapanha do senador Delcídio Amaral (PT) ao governo do Mato Grosso do Sul. Também fez a campanha pelo Amapá de Sarney e o segundo turno da campanha de Roseana Sarney (PMDB) no Maranhão.
“A Elga trabalhou durante a minha campanha de 2006, mas depois foi chamada pelo Sarney para ir para o Amapá. Ela teve que ir embora porque ele estava apertado lá”, conta Delcídio.
Coordenador de rádio e TV das campanhas de Sarney e Roseana, Ricardo Soares contou que Elga atuou nas campanhas do presidente do Senado no Amapá e no segundo turno no Maranhão.
“Esteve lá o tempo inteiro e trabalhou bastante. Dizia que era contratada do Senado, de onde vinha seu pagamento, e que tinha sido levada para lá pelo Sarney”.
No ano passado, trabalhou com a equipe de Kaká Colonesi por dois meses em Manaus, na campanha do candidato a prefeito Omar Aziz (PMN). Segundo pessoas que conviveram com Elga, ela ficou por dois meses por lá.
Através do assessor de imprensa do gabinete de Sarney, Chico Mendonça, Elga avisou que apresentaria documentos provando suas férias, o que não foi feito. Disse também que é celetisa (não concursada), e que por isso não devia exclusividade ao Senado.
“Em 2006, não exerci qualquer função nas campanhas de Roseana e do senador José Sarney. Estive em São Luís por poucos dias, quando dei literalmente, palpites na análise de pesquisa de opinião da campanha da governadora de Roseana”, disse, através de Mendonça.
Estatatuto do servidor público não permite ausência em função originalO estatuto do servidor público, válido para celetistas também, diz que a prestação de serviço fora de sua função só é permitida se não prejudicar a original.
“Se ela era diretora do Senado não poderia receber de contratos particulares. Não sabia que ela tinha participado dessas campanhas e se não teve um afastamento da função, vamos examinar o caso para ver o que fazer”, disse o 1º secretário do TCU, Heráclito Forte (DEM-PI).
Se for comprovado que Elga se ausentou de suas funções no Senado sem se licenciar para atuar nas campanhas, o TCU pode entrar com ação pedindo que ela devolva os salários pagos pela Casa nesses períodos.
Elga tem mestrado em pesquisa de opinião na França. No Senado, atuou como diretora da Secretaria de Pesquisa de Opinião Pública.
Procurada pelo Comunique-se, Elga não está no departamento de Comunicação do Senado nesta sexta. Segundo colegas, só volta ao Senado na segunda-feira (30/03).
Jornalista e advogada, a diretora da Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado Federal, Elga Mara Teixeira Lopes, tem deixado a Casa para se dedicar a campanhas eleitorais.
A denúncia é da edição desta sexta-feira, do jornal O Globo. Segundo o diário, Elga, que é especialista em pesquisa de opinião, trabalhou em campanhas mas continuava recebendo os vencimentos do Senado. A jornalista conta que, quando realizou esse tipo de trabalho, estava de férias.
Levantamento feito pelo jornal junto à Diretoria de Recursos Humanos mostra que não houve registro de afastamento ou licença nos períodos em que ela fez campanhas.
Contratada em 28/02/03, nomeada pelo então presidente José Sarney (PMDB-AP) como secretária parlamentar, ela trabalhou na campanha de João Paulo (PT) à prefeitura de Recife, um ano depois. Em 2006, fez a cmapanha do senador Delcídio Amaral (PT) ao governo do Mato Grosso do Sul. Também fez a campanha pelo Amapá de Sarney e o segundo turno da campanha de Roseana Sarney (PMDB) no Maranhão.
“A Elga trabalhou durante a minha campanha de 2006, mas depois foi chamada pelo Sarney para ir para o Amapá. Ela teve que ir embora porque ele estava apertado lá”, conta Delcídio.
Coordenador de rádio e TV das campanhas de Sarney e Roseana, Ricardo Soares contou que Elga atuou nas campanhas do presidente do Senado no Amapá e no segundo turno no Maranhão.
“Esteve lá o tempo inteiro e trabalhou bastante. Dizia que era contratada do Senado, de onde vinha seu pagamento, e que tinha sido levada para lá pelo Sarney”.
No ano passado, trabalhou com a equipe de Kaká Colonesi por dois meses em Manaus, na campanha do candidato a prefeito Omar Aziz (PMN). Segundo pessoas que conviveram com Elga, ela ficou por dois meses por lá.
Através do assessor de imprensa do gabinete de Sarney, Chico Mendonça, Elga avisou que apresentaria documentos provando suas férias, o que não foi feito. Disse também que é celetisa (não concursada), e que por isso não devia exclusividade ao Senado.
“Em 2006, não exerci qualquer função nas campanhas de Roseana e do senador José Sarney. Estive em São Luís por poucos dias, quando dei literalmente, palpites na análise de pesquisa de opinião da campanha da governadora de Roseana”, disse, através de Mendonça.
Estatatuto do servidor público não permite ausência em função originalO estatuto do servidor público, válido para celetistas também, diz que a prestação de serviço fora de sua função só é permitida se não prejudicar a original.
“Se ela era diretora do Senado não poderia receber de contratos particulares. Não sabia que ela tinha participado dessas campanhas e se não teve um afastamento da função, vamos examinar o caso para ver o que fazer”, disse o 1º secretário do TCU, Heráclito Forte (DEM-PI).
Se for comprovado que Elga se ausentou de suas funções no Senado sem se licenciar para atuar nas campanhas, o TCU pode entrar com ação pedindo que ela devolva os salários pagos pela Casa nesses períodos.
Elga tem mestrado em pesquisa de opinião na França. No Senado, atuou como diretora da Secretaria de Pesquisa de Opinião Pública.
Procurada pelo Comunique-se, Elga não está no departamento de Comunicação do Senado nesta sexta. Segundo colegas, só volta ao Senado na segunda-feira (30/03).
sexta-feira, março 27, 2009
quinta-feira, março 26, 2009
O primeiro a gente não esquece
O primeiro podcast a gente nunca esquece. O audiozinho do post anterior é apenas um teste, já que uma das tarefas da semana do curso de Web 2.0 do Knight Center é fazer e publicar um arquivo em áudio. Apanhei um pouco, mas consegui. A sensação de aprender é realmente duca.
quarta-feira, março 25, 2009
Sangue, muito sangue
Cientistas vão tentar criar sangue artificialmente a partir de células tronco.
Seria um avanço e tanto. Sangue no volume necessário para atender às necessidades dos hospitais. E ainda sem o risco de contaminação.
E ainda há quem rejeite as pesquisas com células tronco. É por isso que não tolero dogmas.
Seria um avanço e tanto. Sangue no volume necessário para atender às necessidades dos hospitais. E ainda sem o risco de contaminação.
E ainda há quem rejeite as pesquisas com células tronco. É por isso que não tolero dogmas.
terça-feira, março 24, 2009
Filosofia da Ciência - Popper
Na segunda aula, analisamos um texto de Karl Popper: o capítulo 4 (Sobre a Teoria da Mente Objetiva) de Conhecimento Objetivo. Nele, Popper apresenta sua tese dos três mundos.Popper apresenta uma visão “pluralista” como alternativa à corrente tradicional dualista – dualidade corpo e mente. A seguir, listo os principais tópicos.
Além do mundo material e o da mente, Popper defende a tese pluralista da existência de um “terceiro mundo”. Tal como em Platão, seria algo como um “mundo das idéias”, diferente dos dois anteriores – ainda que Popper se declare um “não-platônico”.
Em resumo, haveria três mundos. O mundo material (ou dos estados materiais); o mundo mental (ou dos estados mentais); e o mundo dos inteligíveis (ou dos objetos de pensamentos possíveis). Esse terceiro mundo englobaria, por exemplo, as “teorias e suas relações lógicas”.
O principal problema desse esquema, Popper reconhece, é a relação entre esses mundos. Para ele, o primeiro se relaciona com o segundo e este com o terceiro. Ou seja, o mundo das experiências subjetivas se relaciona com ambos; é a ligação entre eles. Essa ligação não se dá de maneira direta entre o primeiro e o terceiro mundos.
O terceiro mundo, das teorias matemáticas e científicas, exerce imensa influência sobre o primeiro mundo. A tecnologia seria a expressão maior dessa influência.
Isso faz do terceiro um mundo “objetivo”. Ele contém conceitos ou noções universais, além de verdades ou proposições matemáticas.
À diferença de Platão, para quem o terceiro mundo era autônomo ou sobre-humano, e dos filósofos que rejeitaram a existência do terceiro mundo por entenderem que a linguagem é produto do homem e, portanto, do segundo mundo, Popper caracteriza o terceiro mundo como sendo tanto autônomo quanto produto da atividade humana. Transcende seus criadores e interfere na realidade.
A partir disso, Popper pretende abordar a “teoria da compreensão”, que considera “o problema central das humanidades”. O processo de compreensão deve ser entendido como diferente de seu resultado (interpretação). A interpretação será uma teoria e, portanto, pertencerá ao terceiro mundo. “A atividade de compreensão consiste, essencialmente, em operar com objetos de terceiro mundo.”
O esquema de Popper para a atividade de compreensão consiste em: P1 → TE → EE → P2; onde P1 é problema de partida; TE é a teoria experimental inicial (conjectura); EE é a eliminação de erro; e P2 é o resultado da tentativa crítica de solucionar o problema.
Uma compreensão satisfatória será alcançada se a interpretação, a teoria conjectural, encontrar apoio no fato que esperávamos. A relação entre uma solução e um problema é uma relação lógica (do terceiro mundo).
Em resumo, sua tese central é: qualquer análise intelectualmente significativa da atividade de compreender tem de analisar nossa manipulação de unidades estruturais e instrumentos de terceiro mundo. Quando reconhece a autonomia do terceiro mundo, Popper não deixa espaço para relativismos. O conhecimento (terceiro mundo) é objetivo e transcende o nível pessoal, até mesmo de seus criadores. Ou seja, a ciência é universal; não depende da minha ou da sua vontade; nem de lugar (vale aqui, na China ou na Índia).
Meu outro blog temporário
No curso de Web 2.0 do Knight Center, cada aluno tem um blog no qual publica as tarefas de cada módulo. O meu é este aqui. Depois, vou colocar lá os links para os blogs dos colegas.
O curso é muito legal. A interação com colegas de todos os cantos do país e as orientações do Castilho são enriquecedoras.
Nesta semana, vamos ver como lidar com imagem, áudio e vídeo nos blogs. Vou fazer meu primeiro podcast.
O curso é muito legal. A interação com colegas de todos os cantos do país e as orientações do Castilho são enriquecedoras.
Nesta semana, vamos ver como lidar com imagem, áudio e vídeo nos blogs. Vou fazer meu primeiro podcast.
quinta-feira, março 19, 2009
Filosofia da Ciência - aula 1
Não sei se mencionei aqui que estou cursando filosofia da ciência, no programa de pós-graduação em Filosofia, da UFSC, como aluno especial (não sou aluno regular do programa). Pois bem, neste semestre, vamos estudar o problema da validade do conhecimento científico. Entre os autores, alguns que eu já conheço, como Popper e Bunge, mas outros completamente novos, como M. Pera, B. Fay, J. Ravetz e Knorr-Cetina.
Mas como é mesmo este negócio de "validade do conhecimento científico"? Na primeira aula, o professor Alberto Cupani deu um exercício esclarecedor. Das proposições seguintes, quais você diria que são válidas (para não usarmos a palavra "verdadeiras")? Ou melhor, em que grau cada uma pode ser considerada válida?
1. "47+28=75"
2. "Os corpos se atraem com uma força diretamente proporcional ao produto das suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da sua distância" (lei da gravitação universal; tem formulação matemática)
3. "H20 é a fórmula da molécula da água."
4. "Júpiter tem quatro satélites."
5. Teoria da evolução das espécies pela seleção natural.
6. "A moral tem como função garantir a coesão social."
7. "A revolução francesa se deveu principalmente à pressão econômico-política da burguesia."
8. "Os sonhos e atos falhos manifestam problemas inconscientes."
Perceberam como o recurso pedagógico do professor Cupani funciona para responder à pergunta? Achei muito bom.
PS. Vou fazer aqui o que não consegui fazer nos cursos de lógica que fiz no ano passado. Dar umas pinceladas do que acontece nas aulas.
Mas como é mesmo este negócio de "validade do conhecimento científico"? Na primeira aula, o professor Alberto Cupani deu um exercício esclarecedor. Das proposições seguintes, quais você diria que são válidas (para não usarmos a palavra "verdadeiras")? Ou melhor, em que grau cada uma pode ser considerada válida?
1. "47+28=75"
2. "Os corpos se atraem com uma força diretamente proporcional ao produto das suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da sua distância" (lei da gravitação universal; tem formulação matemática)
3. "H20 é a fórmula da molécula da água."
4. "Júpiter tem quatro satélites."
5. Teoria da evolução das espécies pela seleção natural.
6. "A moral tem como função garantir a coesão social."
7. "A revolução francesa se deveu principalmente à pressão econômico-política da burguesia."
8. "Os sonhos e atos falhos manifestam problemas inconscientes."
Perceberam como o recurso pedagógico do professor Cupani funciona para responder à pergunta? Achei muito bom.
PS. Vou fazer aqui o que não consegui fazer nos cursos de lógica que fiz no ano passado. Dar umas pinceladas do que acontece nas aulas.
Coisa da antiga
Bota na antiga nisso! Essa eu ouvia nas fitas cassetes que meu pai tinha sempre no carro.
quarta-feira, março 18, 2009
terça-feira, março 17, 2009
Poor guys
Matéria da CBC mostra quanto os ricaços perderam com a crise econômica (no link, vá para página 4). Que tal um "bolsa caviar"?
sábado, março 07, 2009
Jornalismo na Web 2.0
Fui selecionado para um curso online à distância de Introdução ao Jornalismo na Web 2.0: Oportunidades e Desafios na Era Digital, do Knight Center for Journalism in the Americas, da Universidade do Texas. 320 inscritos para 50 vagas.
Como vocês podem ver abaixo, o curso é introdutório e parece bem interessante.
Módulo I - Capitulos 1 (Sopa de Letras), 2 (Web 2.0) e 3 (ferramentas e brinquedos)
a) Apresentação do curso enfatizando cultura digital e alertando que não é um curso sobre tecnologia.
b) Nunca foi tão interessante fazer jornalismo como agora, graças à ferramentas digitais;
c) Onipresença da noticia e desafios colocados aos jornalistas e interessados na informação;
d) Querendo ou não, os jornalistas estão entrando na era digital porque as empresas não tem outra opção para sobreviver
e) O curso vai acompanhar os alunos na exploração da cultural digital num ambiente jornalístico;
f) Apresentação siglas e sopa de letras. Explicação bits, bytes, URL, IP, RSS, FTP, IM e outros
g) Como funciona a Web – Navegadores, memórias,
h) Web 2.0 – Google, Wikipedia, MySpace, Del-icio-us, e Flicr.
i) Jornalismo em rede: OhmyNews, Newswine, Newstrust, NowPublic, Reddit, Digg, Slashdot.
j) Tags e a folksomania
k) Jornalismo móvel (MOJO)
l) Gadgets do jornalismo móvel – pen drive, telefones celulares tipo Treo, iPods,
m) Wifi, Wireless e computadores ultra portáteis (Asus EEE e Everex)
n) Exercicios
Módulo II – Capítulos 4 (Reportgem), 5 (Blog) e 6 (Reportagem em vídeo);
a) Novos sistemas de reportagem online
b) Buscas online tutorial e dicas
c) CAR (Cumputer Assisted Reporting), bancos de dados e planilhas
d) Jornalismo colaborativo e participação dos usuários (Crowdsourcing)
e) Código Aberto na informação
f) Como montar, administrar e divulgar um blog
g) Tipos de Blogs – exemplos em português e comentarios
h) Relacionamento com visitantes
i) Fotos, áudios e vídeos em blogs – exemplos em português
j) Reportagem em ambiente online – principais características
k) Reportagem multimídia - dar exemplos e links
l) Notícia em tempo real – dar exemplos e links
m) Geo-notícias via Google Maps – exemplos
n) Exercicios
Módulo III – Capítulos 7 (Podcast), 8 (fotos) e 9 (Vídeos);
a) Como montar, administrar e divulgar um podcast noticioso
b) Exemplos de podcasts – links brasileiros e portugueses
c) Fotografia digital – principios básicos
d) Fotografia digital - edição / Photoshop e Irfanview
e) Fotologs – como montar e exemplos
f) Slideshows – dicas sobre como fazer e exemplos
g) Mesh ups – conceito, polemica e exemplos
h) Vídeos online – princípios básicos / produção / exibição
i) YouTube e WebTvs
j) Exercícios
Módulo IV – Capítulos 10 (Edição), 11 (Roteiro) e Epílogo
a) Vídeo Digital – edição e pós-produção
b) Vídeo Digital – Publicação / dicas e exemplos
c) Multimídia em jornalismo na Web
d) Roteiros para notícias online – técnicas e produção
e) Roteiros e hiperlinks
f) Narrativas não lineares
g) Entrevistas online – gravadas e em tempo real
h) Stand ups
i) Empreendedorismo jornalístico online – Teoria da Cauda Longa (nichos informativos) / novas funções dos jornalistas (coaching e tutoriais) – novas rotinas e valores na produção de informações online.
j) Daily Me / Jornalismo comunitário /
k) Exercício e trabalho de conclusão do curso
l) Encerramento
Como vocês podem ver abaixo, o curso é introdutório e parece bem interessante.
Módulo I - Capitulos 1 (Sopa de Letras), 2 (Web 2.0) e 3 (ferramentas e brinquedos)
a) Apresentação do curso enfatizando cultura digital e alertando que não é um curso sobre tecnologia.
b) Nunca foi tão interessante fazer jornalismo como agora, graças à ferramentas digitais;
c) Onipresença da noticia e desafios colocados aos jornalistas e interessados na informação;
d) Querendo ou não, os jornalistas estão entrando na era digital porque as empresas não tem outra opção para sobreviver
e) O curso vai acompanhar os alunos na exploração da cultural digital num ambiente jornalístico;
f) Apresentação siglas e sopa de letras. Explicação bits, bytes, URL, IP, RSS, FTP, IM e outros
g) Como funciona a Web – Navegadores, memórias,
h) Web 2.0 – Google, Wikipedia, MySpace, Del-icio-us, e Flicr.
i) Jornalismo em rede: OhmyNews, Newswine, Newstrust, NowPublic, Reddit, Digg, Slashdot.
j) Tags e a folksomania
k) Jornalismo móvel (MOJO)
l) Gadgets do jornalismo móvel – pen drive, telefones celulares tipo Treo, iPods,
m) Wifi, Wireless e computadores ultra portáteis (Asus EEE e Everex)
n) Exercicios
Módulo II – Capítulos 4 (Reportgem), 5 (Blog) e 6 (Reportagem em vídeo);
a) Novos sistemas de reportagem online
b) Buscas online tutorial e dicas
c) CAR (Cumputer Assisted Reporting), bancos de dados e planilhas
d) Jornalismo colaborativo e participação dos usuários (Crowdsourcing)
e) Código Aberto na informação
f) Como montar, administrar e divulgar um blog
g) Tipos de Blogs – exemplos em português e comentarios
h) Relacionamento com visitantes
i) Fotos, áudios e vídeos em blogs – exemplos em português
j) Reportagem em ambiente online – principais características
k) Reportagem multimídia - dar exemplos e links
l) Notícia em tempo real – dar exemplos e links
m) Geo-notícias via Google Maps – exemplos
n) Exercicios
Módulo III – Capítulos 7 (Podcast), 8 (fotos) e 9 (Vídeos);
a) Como montar, administrar e divulgar um podcast noticioso
b) Exemplos de podcasts – links brasileiros e portugueses
c) Fotografia digital – principios básicos
d) Fotografia digital - edição / Photoshop e Irfanview
e) Fotologs – como montar e exemplos
f) Slideshows – dicas sobre como fazer e exemplos
g) Mesh ups – conceito, polemica e exemplos
h) Vídeos online – princípios básicos / produção / exibição
i) YouTube e WebTvs
j) Exercícios
Módulo IV – Capítulos 10 (Edição), 11 (Roteiro) e Epílogo
a) Vídeo Digital – edição e pós-produção
b) Vídeo Digital – Publicação / dicas e exemplos
c) Multimídia em jornalismo na Web
d) Roteiros para notícias online – técnicas e produção
e) Roteiros e hiperlinks
f) Narrativas não lineares
g) Entrevistas online – gravadas e em tempo real
h) Stand ups
i) Empreendedorismo jornalístico online – Teoria da Cauda Longa (nichos informativos) / novas funções dos jornalistas (coaching e tutoriais) – novas rotinas e valores na produção de informações online.
j) Daily Me / Jornalismo comunitário /
k) Exercício e trabalho de conclusão do curso
l) Encerramento
sexta-feira, março 06, 2009
Igreja medieval
A igreja católica não se cansa de dar provas de que parou lá na Idade Média. O arcebispo de Olinda e Recife excomungou a equipe médica que fez o aborto na menina de nove anos que fora estuprada pelo padrasto, assim como os parentes dela. Já o estuprador não está sujeito à excomunhão, como diz o tal arcebispo nesta matéria. Eu até poderia me alongar aqui em analisar o caso, como já fizeram muito bem Arnaldo Jabor e Luiz Carlos Prates (no vídeo). Limito-me a um desabafo: arcebispo safado! Sorte dele é que não há inferno, porque arderia por lá pela eternidade.
Depois a igreja católica não sabe porque perde fieis a cada dia. De um lado, os safados da teologia da libertação; padrecos vermelhinhos, presos no século XX. De outro, os igualmente retrógrados, presos na Idade Média, cujo representante máximo é o papa Bento XVI.
PS. E os esquerdóides ainda dizem que o Prates é "conservador". Talvez porque considere mais os fatos e a ciência em lugar da ideologia.
sábado, fevereiro 14, 2009
Coisas da Suíça
Sobre o caso da brasileira que diz ter sido atacada por nazistas na Suíça, recomendo o blog Coisas da Suíça.
sábado, fevereiro 07, 2009
Aula de teoria dos jogos
Esta é uma aula de Yale de introdução à teoria dos jogos. O sotaque britânico e a fala acelerada podem complicar um pouco, mas a aula é muito boa.
(Via dicas de um fuçador)
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
A culpa é do governo
A crise ue se espalhou pelo globo está sendo debitada na conta dos "neoliberais" - o que quer que isso signifique. A culpa seria da falta de regulação dos mercados financeiros, ou "cassino", no jorgão esquerdóide.
Este texto de Carlos Sandenberg mostra exatamente o contrário. Foi o governo americano, sob a sanha democrata demagógica, lá no fim da década de 90, quem patrocinou a bolha imobiliária que viria a estourar no fim de 2008. Na ânsia de dar casa a quem não tinha, emprestaram dinheiro a quem não podia pagar. Deu no que deu.
É claro que já ouvi interpretações do tipo teoria da conspiração. Os direitas, neoliberais, fdp estariam querendo transferir a culpa para o governo, esta entidade que nunca erra e que a todos salva. Sugiro ao Damião e a seus leitores que leiam o texto do Sardenberg. Ah, claro, esqueci que ele não passa de um neoliberal, direitão, fdp...
Este texto de Carlos Sandenberg mostra exatamente o contrário. Foi o governo americano, sob a sanha democrata demagógica, lá no fim da década de 90, quem patrocinou a bolha imobiliária que viria a estourar no fim de 2008. Na ânsia de dar casa a quem não tinha, emprestaram dinheiro a quem não podia pagar. Deu no que deu.
É claro que já ouvi interpretações do tipo teoria da conspiração. Os direitas, neoliberais, fdp estariam querendo transferir a culpa para o governo, esta entidade que nunca erra e que a todos salva. Sugiro ao Damião e a seus leitores que leiam o texto do Sardenberg. Ah, claro, esqueci que ele não passa de um neoliberal, direitão, fdp...
domingo, fevereiro 01, 2009
Um século de Sampa
São Paulo, 100 anos depois.
Sampa fez aniversário no último dia 25, junto com o meu ilustre amigo paulista Marcelo Santos. Abaixo, o bom humor duplo, da música do Premeditando o Breque e a interpretação do Acordavocal.
Sampa fez aniversário no último dia 25, junto com o meu ilustre amigo paulista Marcelo Santos. Abaixo, o bom humor duplo, da música do Premeditando o Breque e a interpretação do Acordavocal.
sábado, janeiro 31, 2009
Há 50 anos
Do curling para um esporte um pouquinho mais popular. Faz 50 anos que o Brasil ganhou o primeiro mundial de basquete.
What the hell is Curling?
Não estou mais só. O Brasil já tem uma seleção de curling! Cur o quê!? C-u-r-l-i-n-g! Só consigo comparar o curling com a bocha. Eu chamo de jogo da vassourinha.
E os caras ainda desafiaram os EUA, terceiro melhor do mundo. Os canadenses são os campeões. Vejam a jogada de mestre no vídeo abaixo.
Mas de onde eu conheço este joguinho tão "emocionante", você deve estar se perguntando. Sim, sim, eu estive no Canadá.
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Só seis?
Não gosto muito desta coisa de listas, memes e quetais, mas a Alexandra me intimou. Então, vá lá:
1. Já morei em sete cidades, de três estados diferentes. Estou sempre assim, de partida.
2. Já estudei jornalismo e economia, mas só terminei o primeiro curso.
3. Já fui patrulheiro rodoviário federal. Um professor me chamava de meganha em plena faculdade, mas eu não estava nem aí. Fiz concurso, passei e tinha a minha grana pra me sustentar. Depois de acumular o jornalismo com a polícia, tive uma crise de estresse porque dormia uma noite sim e outra não. Segui no jornalismo.
4. Sou um dos milhões de brasileiros que sonharam em ser jogador de futebol. Joguei no infantil e no juvenil do Criciúma por um ano e meio. Jogo bem no gol até hoje, apesar da barriga.
5. Entre as muitas coisas que não conheço estão música e cinema. Afe, como pode um jornalista não entender nada de "cultura"? Mas conheço alguma coisa de filosofia da ciência e lógica. Serve?
6. Tenho poucos amigos, mas são os melhores. Eles me chamam de ranzinza, não sei por que. :)
1. Já morei em sete cidades, de três estados diferentes. Estou sempre assim, de partida.
2. Já estudei jornalismo e economia, mas só terminei o primeiro curso.
3. Já fui patrulheiro rodoviário federal. Um professor me chamava de meganha em plena faculdade, mas eu não estava nem aí. Fiz concurso, passei e tinha a minha grana pra me sustentar. Depois de acumular o jornalismo com a polícia, tive uma crise de estresse porque dormia uma noite sim e outra não. Segui no jornalismo.
4. Sou um dos milhões de brasileiros que sonharam em ser jogador de futebol. Joguei no infantil e no juvenil do Criciúma por um ano e meio. Jogo bem no gol até hoje, apesar da barriga.
5. Entre as muitas coisas que não conheço estão música e cinema. Afe, como pode um jornalista não entender nada de "cultura"? Mas conheço alguma coisa de filosofia da ciência e lógica. Serve?
6. Tenho poucos amigos, mas são os melhores. Eles me chamam de ranzinza, não sei por que. :)
quinta-feira, janeiro 29, 2009
O mercado de faxinas
O Brasil é um país de pobres. Não há tantos famintos como o governo imagina, mas é certo que há muitos pobres. Pois bem, por que, então, é tão difícil encontrar uma faxineira?
Para limpar uma casa, uma diarista cobra entre R$ 50 e R$ 60. Calculando por baixo, se trabalhar de segunda à sexta, fatura mil reais por mês - mais de dois salários mínimos. Nada mau, se considerarmos que muito gente trabalha pela metade disso. OK, as diaristas não têm as vantagens legais de um trabalhador com carteira assinada, mas também não arcam com os descontos.
Acabei de ver na TV uma reportagem com uma família na qual o marido ganha pouco e a mulher está desempregada. O que a faz ficar em casa, quando poderia ganhar mil reais por mês? A família recebe uns trocados do Bolsa Família, mas é quase nada se comparado com o que poderia faturar com as faxinas. Meus parcos conhecimentos de economia não me permitem chegar a conclusão alguma.
Mas o governo continua achando que o negócio é botar dinheiro na mão dos mais pobres. Enquanto reduz as despesas, aumenta o valor do Bolsa Família para quase R$ 12 bilhões neste ano. Desconfio que vão continuar faltando empregados no mercado.
Para limpar uma casa, uma diarista cobra entre R$ 50 e R$ 60. Calculando por baixo, se trabalhar de segunda à sexta, fatura mil reais por mês - mais de dois salários mínimos. Nada mau, se considerarmos que muito gente trabalha pela metade disso. OK, as diaristas não têm as vantagens legais de um trabalhador com carteira assinada, mas também não arcam com os descontos.
Acabei de ver na TV uma reportagem com uma família na qual o marido ganha pouco e a mulher está desempregada. O que a faz ficar em casa, quando poderia ganhar mil reais por mês? A família recebe uns trocados do Bolsa Família, mas é quase nada se comparado com o que poderia faturar com as faxinas. Meus parcos conhecimentos de economia não me permitem chegar a conclusão alguma.
Mas o governo continua achando que o negócio é botar dinheiro na mão dos mais pobres. Enquanto reduz as despesas, aumenta o valor do Bolsa Família para quase R$ 12 bilhões neste ano. Desconfio que vão continuar faltando empregados no mercado.
domingo, janeiro 25, 2009
Fumar ou não fumar

No fim do ano, fui presenteado com uma preciosidade: um Cohiba Siglo V. Um Habano legítimo, entende? Não um daqueles comprados por turistas que entendem tanto de charuto quanto eu de física atômica.
Não posso deixar de dizer o nome da autora do mimo, claro. Foi a Manu, uma amigona da Renata, direto de Almeria, no Sul da Espanha. Muitíssimo obrigado, Manu!
O problema é que há um mês estou neste dilema: fumar ou não fumar. Ter em mãos um Siglo V legítimo é um verdadeiro evento; coisa rara, mesmo. Pelo menos para mim, apreciador de charutos, mas cujo bolso não é grande o suficiente para esse tipo de extravagância.
Colocá-lo entre os dedos e sentir o aroma inconfundível de um oriundo de Vuelta Abajo é algo indescritível. O passo seguinte é o mais doloroso. Como é que vou atear fogo nessa preciosidade?
Enquanto não crio coragem, fico aqui admirando-o. Só o tubo que o envolve já é belíssimo.
O Siglo V é o maior da série 1492 - homenagem ao descobrimento da América. A Habanos S.A. batizou o formato de Dalia, na verdade, um Lonsdale - o que garante uma hora e pouco de enfumaçado prazer.
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Balanço geral
Fim de ano é sempre aquela historinha de olhar pra trás para ver se o ano foi produtivo. Alguns contam conta quanto dinheiro ganharam; outros, quantos livros leram. Não ganhei muito dinheiro, nem li muitos livros. Aliás, são poucos os livros de literatura que me atraem. Eu leio mais coisas ligadas à filosofia e à ciência. Soa pretensioso, mas é pura questão de preferência.
Em 2008, estudei lógica. Fiz dois cursos na UFSC - lógica I e II. Muito produtivo. Só que bobeei no final, não fiz a terceira prova, e a média caiu pra 6,5, já que tinha tirado 9,3 e 10. Era suficiente pra passar, mas eu queria elevá-la e fui pra recuperação. Cheguei faltando 20 minutos pra terminar e não consegui muita coisa - média final de 7,5.
Lógica é interessantíssimo. Não sei como as pessoas se formam, fazem pós-graduação sem saber nada de lógica. Quero continuar estudando neste ano, se tudo der certo.
Em 2008, estudei lógica. Fiz dois cursos na UFSC - lógica I e II. Muito produtivo. Só que bobeei no final, não fiz a terceira prova, e a média caiu pra 6,5, já que tinha tirado 9,3 e 10. Era suficiente pra passar, mas eu queria elevá-la e fui pra recuperação. Cheguei faltando 20 minutos pra terminar e não consegui muita coisa - média final de 7,5.
Lógica é interessantíssimo. Não sei como as pessoas se formam, fazem pós-graduação sem saber nada de lógica. Quero continuar estudando neste ano, se tudo der certo.
terça-feira, janeiro 06, 2009
De volta
Que vergonha! Dezembro inteiro e nenhum post! Nenhum "feliz Natal", nem "feliz Ano Novo". Sei que é imperdoável, mas, ao contrário dos outros anos, este fim de ano foi de muito trabalho. Trabalho novo ao qual ainda estou me adaptando. Ainda que muitos considerem fácil, pra mim, não é, não. Deixemos de mistério: estou editando a Revista de Verão do DC. Nunca fiz isso antes e, por isso, me é tão árduo. Pra complicar, o clima não nos tem ajudado muito.
A revista sai toda sexta-feira, até a primeira semana de março.
Ah, sim, ainda que tarde, desejo a todos um belíssimo 2009.
A revista sai toda sexta-feira, até a primeira semana de março.
Ah, sim, ainda que tarde, desejo a todos um belíssimo 2009.
domingo, novembro 30, 2008
sábado, novembro 29, 2008
Na Veja
A Veja explica as causas do dilúvio que se abateu sobre o nosso querido Vale do Itajaí e traz alguns dos relatos dramáticos que marcarão a história de Santa Catarina. A foto de capa é uma homengam à menina Luana Eger, a primeira vítima fatal. Aqui, o texto para assinantes. E aqui, um outro aberto.
sexta-feira, novembro 28, 2008
Em primeira pessoa - ou relatos da tragédia
A equipe do Jornal de Santa Catarina fez este vídeo de relatos sobre a tragédia que se abateu sobre Blumenau e região. Tem gente que acha sensacionalismo usar a palavra "tragédia" - jornalistas, inclusive. Se não for tragédia o que acontece em SC, então não sei o que pode ser.
quinta-feira, novembro 27, 2008
Itajaí
Itajaí teve cerca de 90% do território submerso. Segundo a Prefeitura Municipal, cerca de 14 mil pessoas ficaram desabrigadas e estão agora nos quase 100 pontos de abrigo no município. No ginásio de esportes da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) estão 371 pessoas. Deitadas em colchões no chão, algumas assistiam à televisão, outras escutavam rádio, enquanto as crianças brincavam com uma pequena bola de plástico e duas traves improvisadas com sandálias.
O soldador Eriovaldo Santos, 37, estava lá com a mulher e três filhos. A casa da família, no bairro São Vicente, está com água no teto. “Encheu rápido demais. Quando vi já estava entrando água em casa. Meu menino estava sendo levado pela correnteza, mas eu consegui sugurá-lo”, contou, chorando. Paraibano de nascimento, chegara a Itajaí há três meses, depois de sete anos em São Paulo.
Ao lado, Manuela Rodrigues, 27, contou que a mãe resistira quase três dias em cima da laje da casa até ser resgatada ontem à tarde. “Passou fome, frio e sede.” Mas, agora, no abrigo, todos estão alimentados e protegidos. “Aqui é muito bom. Temos boa comida, colchão e até medico”, elogiou Santos.
O drama das famílias desabrigadas não vai embora com as águas. Erinaldo Félix, 29, está no abrigo com a mulher e duas filhas pequenas e já pensa na volta para casa. Ele disse que não vai ser nada fácil ver a casa destruída. Além dos móveis e eletrodmésticos, a chuva também levou as compras do mês que ele acabara de fazer. “Vai ser outro baque.”
O quartel-general de socorro às vítimas de Itajaí foi montado no Pavilhão da Marejada. O vice-governador, Leonel Pavam (PSDB) disse que 12 mil colchões (dos quais dois mil nos próximos dois dias) e 280 toneladas de comida estavam a caminho dos municípios do Vale do Itajaí.
Uma das preocupações agora é com a segurança pública. Tem havido muitos saques a residências e ao comércio. O supermercado Maxxi foi saqueado por mais de mil pessoas. Os caminhões com donativos estão saindo do Pavilhão da Marejada sob escolta para evitar que sejam saqueados. Os detentos do presídio de Itajaí ameaçaram uma rebelião por falta de água e comida, mas a situação foi controlada pela polícia.
A economia do município também está seriamente afetada, principalmente por causa dos prejuízos do porto de Itajaí. Três dos quatros berços de atracação foram danificados pela força das águas. Fechado desde a última quinta-feira (20), as cargas continuam no pátio e não podem ser embarcadas nem retiradas até que as águas baixem. Cerca de US$ 33 milhões deixam de ser exportados por dia. O porto representa quase 70% da economia da cidade.
O soldador Eriovaldo Santos, 37, estava lá com a mulher e três filhos. A casa da família, no bairro São Vicente, está com água no teto. “Encheu rápido demais. Quando vi já estava entrando água em casa. Meu menino estava sendo levado pela correnteza, mas eu consegui sugurá-lo”, contou, chorando. Paraibano de nascimento, chegara a Itajaí há três meses, depois de sete anos em São Paulo.
Ao lado, Manuela Rodrigues, 27, contou que a mãe resistira quase três dias em cima da laje da casa até ser resgatada ontem à tarde. “Passou fome, frio e sede.” Mas, agora, no abrigo, todos estão alimentados e protegidos. “Aqui é muito bom. Temos boa comida, colchão e até medico”, elogiou Santos.
O drama das famílias desabrigadas não vai embora com as águas. Erinaldo Félix, 29, está no abrigo com a mulher e duas filhas pequenas e já pensa na volta para casa. Ele disse que não vai ser nada fácil ver a casa destruída. Além dos móveis e eletrodmésticos, a chuva também levou as compras do mês que ele acabara de fazer. “Vai ser outro baque.”
O quartel-general de socorro às vítimas de Itajaí foi montado no Pavilhão da Marejada. O vice-governador, Leonel Pavam (PSDB) disse que 12 mil colchões (dos quais dois mil nos próximos dois dias) e 280 toneladas de comida estavam a caminho dos municípios do Vale do Itajaí.
Uma das preocupações agora é com a segurança pública. Tem havido muitos saques a residências e ao comércio. O supermercado Maxxi foi saqueado por mais de mil pessoas. Os caminhões com donativos estão saindo do Pavilhão da Marejada sob escolta para evitar que sejam saqueados. Os detentos do presídio de Itajaí ameaçaram uma rebelião por falta de água e comida, mas a situação foi controlada pela polícia.
A economia do município também está seriamente afetada, principalmente por causa dos prejuízos do porto de Itajaí. Três dos quatros berços de atracação foram danificados pela força das águas. Fechado desde a última quinta-feira (20), as cargas continuam no pátio e não podem ser embarcadas nem retiradas até que as águas baixem. Cerca de US$ 33 milhões deixam de ser exportados por dia. O porto representa quase 70% da economia da cidade.
Solidariedade
Sei que pode parecer piegas, mas me emociono a cada vez que vejo na televisão caminhões sendo carregados com donativos, em quase todos os estados, para ajudar os flagelados das enchentes aqui em Santa Catarina. Gente ajudando pessoas que não conhecem e, provavelmente, nunca irão conhecer. É sinal de que a coisa ainda tem jeito.
Caminhões partem de Pernambuco, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul - para citar só alguns de que me lembro. Não tenho permissão pra falar em nome dos atingidos, mas agradeço a cada um que teve a grandeza de colaborar para amenizar o sofrimento de nossa gente.
Daqui de casa, foram: uma geladeira, um colchão, dois cobertores, duas caixas de leite, produtos de higiente e roupas - para ajudar pessoas que conhecemos e que perderam tudo o que tinham dentro de casa.
Os que moram longe e não conseguem doar materiais podem depositar dinheiro nas contas da Defesa Civil de SC - veja aqui. As doações já chegam a R$ 1,2 milhão, mas a devastação é enorme e ainda precisamos da ajuda de todos.
O Grupo RBS lançou a campanha Santa Catarina Solidária.
Caminhões partem de Pernambuco, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul - para citar só alguns de que me lembro. Não tenho permissão pra falar em nome dos atingidos, mas agradeço a cada um que teve a grandeza de colaborar para amenizar o sofrimento de nossa gente.
Daqui de casa, foram: uma geladeira, um colchão, dois cobertores, duas caixas de leite, produtos de higiente e roupas - para ajudar pessoas que conhecemos e que perderam tudo o que tinham dentro de casa.
Os que moram longe e não conseguem doar materiais podem depositar dinheiro nas contas da Defesa Civil de SC - veja aqui. As doações já chegam a R$ 1,2 milhão, mas a devastação é enorme e ainda precisamos da ajuda de todos.
O Grupo RBS lançou a campanha Santa Catarina Solidária.
terça-feira, novembro 25, 2008
Tempestade
Venta forte e chove torrencialmente de novo em Balneário Camboriú. Tomara que passe rapidamente. Esse povo não merece isso tudo.
Resgate
Ao desembarcar do pequeno barco que as resgatara da casa alagada, dona Ilda Mendes, 35 anos, tentava proteger a filha pequena que a abraçava aos prantos, na tarde chuvosa de ontem. A casa alugada de dois pisos em que moram já estava com mais de um metro e meio de água. Ainda assim, serviu de abrigo para cerca de 25 pessoas que passaram a madrugada de sábado para domingo, no bairro dos municípios, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Como a água continuava a subir, Ilda decidiu sair com uma das filhas e deverá ser seguida pelo marido e pela outra filha. “Perdi quase tudo. Deu pra salvar pouca coisa”, lamentou, sem conseguir dizer mais nada.
Balneário Camboriú é um dos municípios mais castigados pelas chuvas que caem em Santa Catarina há mais de um mês. O bairro dos municípios, na divisa com Camboriú, às margens da BR-101, é o mais atingido. É dele que vem a maioria das 300 pessoas abrigadas no Centro Educacional Central, bem no centro da cidade, onde não há risco de inundação. Como dona Inês Souza, de 63 anos, que relutara em sair de casa, mesmo com água pelo peito. “Meu filho teve que me puxar para eu sair”, contou. No início da tarde, ela teve uma crise nervosa porque o pessoal que cuida do abrigo não permitiu que ela voltasse para casa. Não havia como, já que a água continuava subindo. Mais calma e resignada, aceitou sentar-se à mesa para um lanche. Ao lado, a filha Kátia não se contém. “É triste ver as pessoas pedindo ajuda e você não poder fazer nada”, disse, chorando.
Nos dois andares do colégio, as salas de aula viraram quartos improvisados. Para evitar que os colchões espalhados no chão ficassem úmidos, uma voluntária passava oferecendo sacos plásticos como proteção. Os mais experientes colocavam os colchões sobre duas filas de cadeiras, de frente umas para as outras, para evitar a umidade. Um sistema de auto-falantes anunciava a hora do lanche. Os voluntários passavam com as bacias e tigelas com sopa, pão, bolo, biscoito, suco e salgados. “Eles tratam a gente muito bem aqui”, elogiou Kátia.
Tanto que alguns preferiram ir para o abrigo a recorrer aos parentes. É o caso do casal Gerson Santos, 37, e Angélica Rangel, 19. Eles foram uns dos primeiros a chegar à escola, na madrugada de sábado para domingo. “Perdemos tudo. Vamos ter que começar do zero”, lastimou Angélica. Em janeiro, eles já haviam passado por uma outra enchente, mas muito menos dramática do que essa.
Situação semelhante, ou até pior, vive a família de Braz César Santana, de 53 anos. A casa dele e a dos três filhos, no município vizinho de Camboriú, foram completamente alagadas. “Perdemos tudo, até um jogo de sala novinho que ainda estava encaixotado. Vamos ter que recomeçar tudo”, disse, emocionado. Ele contou que saiu de casa às 3h da manhã com água pelo pescoço e foi com a mulher para um albergue. Lá, encontrou os três filhos. Depois, foi para a casa de uma amiga, irmã de uma colega de trabalho, que também teve a casa inundada.
segunda-feira, novembro 24, 2008
Uma tristeza só
Este desmoronamento foi em frente ao prédio onde mora um casal de amigos nosso, em Blumenau. O clima em todo o Vale do Itajaí é de muita tristeza. Agora à noite, vi na TV o depoimento de um homem que perdeu a mulher e as duas filhinhas no desmoronamento da casa, em Jaraguá do Sul. É chocante, devastador.
Não há quem não conheça alguém que não tenha sido atingido de alguma maneira por esta tragédia. Aqui em Balneário Camboriú, levamos as nossas doações ao abrigo do Centro Educacional Central, na rua 1822.
Na manchete da Folha
Matéria minha na Folha de S. Paulo de hoje. Fazia tempo que não aparecia na manchete de um grande jornal diário. Pena que por um motivo triste. Segue o texto editado. Em seguida, coloco aqui o texto original que, modéstia à parte, considero melhor.
Escola no litoral recebe 300 desabrigados
PAULO HENRIQUE DE SOUSA
COLABORAÇÃO PARA A AGÊNCIA FOLHA, EM CAMBORIÚ
MARIANA IWAKURA
DA REPORTAGEM LOCAL
Balneário Camboriú (85 km de Florianópolis) é um dos municípios mais castigados pelas chuvas que atingem Santa Catarina. O bairro dos Municípios, na divisa com Camboriú, às margens da rodovia BR-101, é o mais atingido. É dele a maioria das 300 pessoas abrigadas no Centro Educacional Central, no centro da cidade.
Uma delas é Inês Souza, 63, que relutara em sair de casa, mesmo com a água já na altura do peito. "Meu filho teve que me puxar para eu sair", contou. No início da tarde de ontem, ela teve uma crise nervosa porque o pessoal que cuida do abrigo não permitiu que ela voltasse para casa. Não havia como, já que a água continuava subindo. Mais calma, Inês aceitou sentar-se para lanchar. Ao lado, a filha Kátia disse, chorando: "É triste ver pessoas pedindo ajuda e você nada poder fazer".
Nos dois andares do colégio, as salas de aula viraram quartos improvisados. Para evitar que os colchões espalhados no chão ficassem úmidos, uma voluntária passava oferecendo sacos plásticos como proteção.
Os mais experientes colocavam colchões sobre filas de cadeiras, de frente umas para as outras, para evitar a umidade.Um sistema de alto-falantes anunciava a hora do lanche. Os voluntários passavam com tigelas com sopa, pão, bolo, biscoito, suco e salgados.
Alguns preferiram ir para o abrigo a recorrer a parentes, como o casal Gerson Santos, 37, e Angélica Rangel, 19, que chegou à escola na madrugada de ontem. "Perdemos tudo. Vamos ter que começar do zero", disse Angélica. Em janeiro, eles já haviam passado por uma outra enchente, mas menor.
Situação semelhante vive a família de Braz César Santana, 53. A casa dele e a dos três filhos, no município vizinho de Camboriú, foram completamente alagadas. "Perdemos tudo, até um jogo de sala novinho que ainda estava encaixotado."
Ele saiu de casa às 3h, com água pelo pescoço, e foi com a mulher para um albergue. Lá, encontrou os três filhos. Foram para a casa de uma amiga, que também acabou inundada.
Uma pessoa morreu em Guaratuba (litoral sul do Paraná) na noite de sábado em razão da chuva. A lanchonete de Jair Dias, 45, foi atingida pelo deslizamento de um barranco.Também no litoral, em Paranaguá (90 km de Curitiba), as chuvas causaram o desabamento de quatro casas, e o abastecimento de água foi cortado devido aos detritos.Um barco ficou à deriva na baía de Paranaguá, e seus tripulantes foram resgatados por volta das 6h de ontem.
Escola no litoral recebe 300 desabrigados
PAULO HENRIQUE DE SOUSA
COLABORAÇÃO PARA A AGÊNCIA FOLHA, EM CAMBORIÚ
MARIANA IWAKURA
DA REPORTAGEM LOCAL
Balneário Camboriú (85 km de Florianópolis) é um dos municípios mais castigados pelas chuvas que atingem Santa Catarina. O bairro dos Municípios, na divisa com Camboriú, às margens da rodovia BR-101, é o mais atingido. É dele a maioria das 300 pessoas abrigadas no Centro Educacional Central, no centro da cidade.
Uma delas é Inês Souza, 63, que relutara em sair de casa, mesmo com a água já na altura do peito. "Meu filho teve que me puxar para eu sair", contou. No início da tarde de ontem, ela teve uma crise nervosa porque o pessoal que cuida do abrigo não permitiu que ela voltasse para casa. Não havia como, já que a água continuava subindo. Mais calma, Inês aceitou sentar-se para lanchar. Ao lado, a filha Kátia disse, chorando: "É triste ver pessoas pedindo ajuda e você nada poder fazer".
Nos dois andares do colégio, as salas de aula viraram quartos improvisados. Para evitar que os colchões espalhados no chão ficassem úmidos, uma voluntária passava oferecendo sacos plásticos como proteção.
Os mais experientes colocavam colchões sobre filas de cadeiras, de frente umas para as outras, para evitar a umidade.Um sistema de alto-falantes anunciava a hora do lanche. Os voluntários passavam com tigelas com sopa, pão, bolo, biscoito, suco e salgados.
Alguns preferiram ir para o abrigo a recorrer a parentes, como o casal Gerson Santos, 37, e Angélica Rangel, 19, que chegou à escola na madrugada de ontem. "Perdemos tudo. Vamos ter que começar do zero", disse Angélica. Em janeiro, eles já haviam passado por uma outra enchente, mas menor.
Situação semelhante vive a família de Braz César Santana, 53. A casa dele e a dos três filhos, no município vizinho de Camboriú, foram completamente alagadas. "Perdemos tudo, até um jogo de sala novinho que ainda estava encaixotado."
Ele saiu de casa às 3h, com água pelo pescoço, e foi com a mulher para um albergue. Lá, encontrou os três filhos. Foram para a casa de uma amiga, que também acabou inundada.
Uma pessoa morreu em Guaratuba (litoral sul do Paraná) na noite de sábado em razão da chuva. A lanchonete de Jair Dias, 45, foi atingida pelo deslizamento de um barranco.Também no litoral, em Paranaguá (90 km de Curitiba), as chuvas causaram o desabamento de quatro casas, e o abastecimento de água foi cortado devido aos detritos.Um barco ficou à deriva na baía de Paranaguá, e seus tripulantes foram resgatados por volta das 6h de ontem.
domingo, novembro 23, 2008
Dilúvio
A situação está muito feia em Santa Catarina, principalmente no litoral Norte e no Vale do Itajaí. Chove há dois meses quase que ininterruptamente. Vinte pessoas morreram e cerca de 15 mil estão desabrigadas. Já há quem compare a situação atual com a grande enchente de 1983, uma das maiores catástrofes do estado.
Tal como naquela vez, Blumenau é, de novo, o município mais atingido. A cidade está às escuras e a Defesa Civil calcula que o rio Itajaí-Açú deva chegar a 12 metros acima do nível normal às 6h desta segunda-feira. Esse é um nível crítico a partir do qual a região central também passa a correr sério risco de alagamento.
No centro, muitas pessoas não podem mais sair de casa. Por volta das 21h, o prefeito João Paulo Kleinübing ainda estava no QG montado no prédio da prefeitura, de onde era muito difícil sair. É possível que muitas, inclusive o prefeito, tenham que passar a noite lá.
Você pode acompanhar a cobertura por sites de notícias, como o Diário Catarinense, além dos sites das prefeituras dos municípios mais atingidos, como Blumenau, Balneário Camboriú, Joinville e Itajaí, e da Defesa Civil e do governo do Estado. Sobre Blumenau, uma boa opção é o blog coletivo Notícias de Blumenau.
sexta-feira, novembro 21, 2008
Uma mente brilhante - 2
Com esta chuva toda, não vai dar praia no fim de semana. Aliás, não tem dado há mais de mês. Como vocês vão ficar em casa, mesmo, aproveitem para ler esta bela entrevista com o professor e pesquisador Newton da Costa. Afinal, como diz o professor Cezar Mortari, o que vocês vão fazer no sábado à tarde, mesmo?
Entrevista com Alan Sokal
O dia mundial da filosofia foi ontem e, como estive ocupado numa aula de lógica, não consegui postar nada. Para compensar, deixo-vos com uma entrevista muito boa com o físico Alan Sokal, que nos fez o favor de desnudar a picaretagem acadêmica dos "estudos culturais".
quarta-feira, novembro 19, 2008
De Caxias
Tem link novo na lista ali ao lado. É logo o primeiro. Alexandra é uma das mulheres mais interessantes que conheço.
terça-feira, novembro 18, 2008
segunda-feira, novembro 17, 2008
Saborosíssimo
Já não era sem tempo. Meu grande amigo Marcelo Santos resistiu bravamente, mas agora se entrega ao mundo dos blogs. Inaugurou o seu Pastel de Feira. Tudo a ver, já que o Marcelo não só escreve muito bem, como também cozinha. Ah, o caldo de feijão dos tempos de faculdade! Sucesso, meu velho!
sábado, novembro 15, 2008
sexta-feira, novembro 14, 2008
Ah, a mudança! - 2
Nada como mudar de verdade. Na campanha, vale tudo. Principalmente, palavras ao vento.
segunda-feira, novembro 10, 2008
Ah, a mudança!
Mudança de verdade é isto aí.
Pra mim, nenhuma surpresa. Agora, para os eleitores e simpatizantes dele...
Pra mim, nenhuma surpresa. Agora, para os eleitores e simpatizantes dele...
domingo, novembro 09, 2008
Obscurantismo, terrorismo, barbárie
Matéria da Folha de S. Paulo de sábado. Se bobearmos, voltamos à Idade Média.
Um dos laboratórios do Instituto de Biociências da USP foi alvo de vândalos na noite de quinta-feira. Os criminosos deixaram a assinatura ALF (Frente de Libertação Animal, na sigla em inglês) no local, uma sala de cultura de células onde se faz pesquisa sobre malária. Na ação, fios de computadores foram cortados e vidros quebrados. Outra pichação dizia: "Nós voltaremos".Se for confirmada a autoria da ação, essa é pelo menos a terceira vez no ano em que grupos contrários ao uso de animais em pesquisas agem de forma violenta no país.Em agosto, a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) sofreu uma ameaça de bomba, também assinada pela ALF. A denúncia do artefato interditou por cerca de três horas o quarteirão onde está localizado o prédio da universidade. E, em julho deste ano, durante a reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) em Campinas, membros de uma organização denominada Vegan Staff.org jogaram tinta vermelha na pesquisadora Regina Markus, da USP.No site do grupo, os integrantes dizem ter escolhido "cuidadosamente" a vítima do protesto e que o ato representava "a ciência suja de sangue". Ela coordenava no evento o núcleo de experimentação com animais de laboratório.Neste último caso, na USP, a porta da sala não chegou a ser arrombada -as pessoas teriam entrado pela janela.Mais de mil alunos, além de cerca de cem professores e 200 funcionários, circulam pelo Instituto de Biociências, onde fica a sala. Segundo o diretor do instituto, Wellington Delitti, a sala foi lacrada pela polícia e permanecia assim ontem.Ele não descarta, porém, a possibilidade de ter sido um "crime comum". "Quando a polícia liberar a sala será feito um inventário para saber se equipamentos foram roubados." Para Delitti, o instituto é vulnerável -fica isolado e guardas apenas fazem ronda no local.Ele pensa, no entanto, em realizar uma campanha educativa a respeito da importância do trabalho com animais.Segundo o diretor, o maior problema desse tipo de crime é a perda de dados científicos. "A malária mata milhões. Eles causaram um atraso na pesquisa e danos para muita gente."Na opinião do pesquisador Marcelo Morales, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o vandalismo na USP "não tem nada a ver com a discussão sobre a proteção aos animais". "São atos terroristas, e têm de ser punidos como atos terroristas", diz. Ele organiza atualmente uma campanha nacional para o esclarecimento sobre a pesquisa com animais que custará R$ 1,5 milhão e deve ser veiculada em dois meses na TV, em rádios e em cinemas.Morales ressalta que, se não houver punição, "daqui a pouco vai acontecer como nos EUA, onde pesquisadores estão sendo ameaçados".Renato Balão Cordeiro, farmacólogo da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), já previa que essas ações fossem ocorrer. Segundo ele, como os vários ativistas anônimos não podem mais sensibilizar vereadores, porque a Lei Arouca (que regulamenta o uso de cobaias em experimentos) já foi aprovada no Congresso, "eles começam a fazer essas sandices".Para Cordeiro, é urgente que a lei, sancionada em outubro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seja regulamentada.Muitos alunos da USP ainda não sabiam do ocorrido na tarde de ontem. Alguns opinavam que os autores deviam ser pessoas da própria universidade -que conheciam o local. A estudante de biologia Natany Bissiato, 18, soube do ocorrido ao conversar com veteranos. "Todos têm o direito de expressar sua opinião, mas acho que essa não é a melhor maneira."
(Via Blog do Tambosi)
Um dos laboratórios do Instituto de Biociências da USP foi alvo de vândalos na noite de quinta-feira. Os criminosos deixaram a assinatura ALF (Frente de Libertação Animal, na sigla em inglês) no local, uma sala de cultura de células onde se faz pesquisa sobre malária. Na ação, fios de computadores foram cortados e vidros quebrados. Outra pichação dizia: "Nós voltaremos".Se for confirmada a autoria da ação, essa é pelo menos a terceira vez no ano em que grupos contrários ao uso de animais em pesquisas agem de forma violenta no país.Em agosto, a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) sofreu uma ameaça de bomba, também assinada pela ALF. A denúncia do artefato interditou por cerca de três horas o quarteirão onde está localizado o prédio da universidade. E, em julho deste ano, durante a reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) em Campinas, membros de uma organização denominada Vegan Staff.org jogaram tinta vermelha na pesquisadora Regina Markus, da USP.No site do grupo, os integrantes dizem ter escolhido "cuidadosamente" a vítima do protesto e que o ato representava "a ciência suja de sangue". Ela coordenava no evento o núcleo de experimentação com animais de laboratório.Neste último caso, na USP, a porta da sala não chegou a ser arrombada -as pessoas teriam entrado pela janela.Mais de mil alunos, além de cerca de cem professores e 200 funcionários, circulam pelo Instituto de Biociências, onde fica a sala. Segundo o diretor do instituto, Wellington Delitti, a sala foi lacrada pela polícia e permanecia assim ontem.Ele não descarta, porém, a possibilidade de ter sido um "crime comum". "Quando a polícia liberar a sala será feito um inventário para saber se equipamentos foram roubados." Para Delitti, o instituto é vulnerável -fica isolado e guardas apenas fazem ronda no local.Ele pensa, no entanto, em realizar uma campanha educativa a respeito da importância do trabalho com animais.Segundo o diretor, o maior problema desse tipo de crime é a perda de dados científicos. "A malária mata milhões. Eles causaram um atraso na pesquisa e danos para muita gente."Na opinião do pesquisador Marcelo Morales, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o vandalismo na USP "não tem nada a ver com a discussão sobre a proteção aos animais". "São atos terroristas, e têm de ser punidos como atos terroristas", diz. Ele organiza atualmente uma campanha nacional para o esclarecimento sobre a pesquisa com animais que custará R$ 1,5 milhão e deve ser veiculada em dois meses na TV, em rádios e em cinemas.Morales ressalta que, se não houver punição, "daqui a pouco vai acontecer como nos EUA, onde pesquisadores estão sendo ameaçados".Renato Balão Cordeiro, farmacólogo da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), já previa que essas ações fossem ocorrer. Segundo ele, como os vários ativistas anônimos não podem mais sensibilizar vereadores, porque a Lei Arouca (que regulamenta o uso de cobaias em experimentos) já foi aprovada no Congresso, "eles começam a fazer essas sandices".Para Cordeiro, é urgente que a lei, sancionada em outubro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seja regulamentada.Muitos alunos da USP ainda não sabiam do ocorrido na tarde de ontem. Alguns opinavam que os autores deviam ser pessoas da própria universidade -que conheciam o local. A estudante de biologia Natany Bissiato, 18, soube do ocorrido ao conversar com veteranos. "Todos têm o direito de expressar sua opinião, mas acho que essa não é a melhor maneira."
(Via Blog do Tambosi)
quinta-feira, novembro 06, 2008
quarta-feira, novembro 05, 2008
segunda-feira, novembro 03, 2008
Muito a comemorar
Hoje faz sete anos que a Renata me agüenta todo santo dia. Somando tudo, lá se vai quase uma década. Sou mesmo um sortudo por tê-la encontrado.
Comemoração modesta: um peixinho à beira-mar. Uhm!
No sábado, os avós paternos dela comemoraram 65 anos de casados. Será que a gente chega lá??
Comemoração modesta: um peixinho à beira-mar. Uhm!
No sábado, os avós paternos dela comemoraram 65 anos de casados. Será que a gente chega lá??
Yankee do inferno
O vídeo anterior de George Carlin que postei abaixo não fez muito sucesso num certo ambiente de trabalho. Ok, ok, o comportamento dilbertiano reinante não é o mais afeito à iconoclastia, nem que ela seja bem-humorada. No fim das contas, perante o juízo refinado dos dilberts, eu não passo de um representante do imperialismo e cliente voraz do McDonalds em teras latino-americanas. Ai, que sono!
Pois bem, eis que encontrei um outro vídeo de Carlin. Se o primeiro era iconoclasta por tirar um baita sarro de todos os ecochatos deste planeta sempre em perigo, este agora promete ser ainda pior. Além de representante do imperialismo, passarei a enviado do Satanás, do belzebu, do chifrudo, do capeta, do tinhoso, do coisa feia...
Whatever. O engraçado é que, no vídeo, Carlin fala de algo que eu sempre falo para os mais chegados: por que diabos (ops!) é que as pessoas rezam por alguma coisa? Não seria essa uma tentativa de alterar os desígnios divinos? Afinal, Ele não é o todo-poderoso e não tem os desígnios de todos nós previamente determinados? Que perda de tempo!
domingo, novembro 02, 2008
Golpe na praça?
Como já disse, costumo me policiar em relação aos arroubos contra o petismo, sempre partindo do pressuposto que não passa de mais um partido corrupto entre tantos outros. O problema é que é um bando mais organizado. Eu sempre achei que a história de um terceiro mandato de Lula seria mais um episódio de teoria da conspiração. Mas é bom ficar de olhos bem abertos porque parece que o golpe não está completamente descartado. Há muitas possibilidades - uma delas é esta aqui.
quinta-feira, outubro 30, 2008
A polícia politicamente correta
O Marcelo Soares escreveu algo muito interessante sobre a cobertura do seqüestro e morte da menina Eloá, em Santo André.
Este foi o meu comentário ao post dele: "Marcelo, o coronel está errado e certo. Errado ao não ter atirado no descornado, se de fato teve oportunidade. E certo ao dizer que a imprensa (sempre com os tais "movimentos dos direitos humanos) o massacraria por ter matado um cara sem passagem pela polícia. E daí?! A polícia tinha a obrigação de preservar a vida da vítima, não a do algoz. Houve uma brutal inversão de valores. Ou seja, o coronel erra de novo ao dar importância para o que a imprensa e os "movimentos dos direitos humanos" diriam sobre o caso. Aliás, não vi nenhum defensor dos "direitos humanos" protestar contra o assassino. Depois reclamam porque são acusados de só defender os "direitos humanos" dos bandidos."
Ou seja, a polícia foi politicamente correta e isso causou a morte de uma menina de 15 anos. Claro que a culpa é do assassino. Alguém pode dizer, com toda razão, que a culpa foi, claro, do assassino e que não se pode culpar a polícia. Claro que a culpa foi do assassino. Isso é que justificaria a intervenção policial violenta (o uso de um atirador de elite), depois de esgotadas as chances de negociação - o que já se configurara logo no segundo dia. Quanto ao desempenho da imprensa, recomendo a leitura do texto do Marcelo.
Este foi o meu comentário ao post dele: "Marcelo, o coronel está errado e certo. Errado ao não ter atirado no descornado, se de fato teve oportunidade. E certo ao dizer que a imprensa (sempre com os tais "movimentos dos direitos humanos) o massacraria por ter matado um cara sem passagem pela polícia. E daí?! A polícia tinha a obrigação de preservar a vida da vítima, não a do algoz. Houve uma brutal inversão de valores. Ou seja, o coronel erra de novo ao dar importância para o que a imprensa e os "movimentos dos direitos humanos" diriam sobre o caso. Aliás, não vi nenhum defensor dos "direitos humanos" protestar contra o assassino. Depois reclamam porque são acusados de só defender os "direitos humanos" dos bandidos."
Ou seja, a polícia foi politicamente correta e isso causou a morte de uma menina de 15 anos. Claro que a culpa é do assassino. Alguém pode dizer, com toda razão, que a culpa foi, claro, do assassino e que não se pode culpar a polícia. Claro que a culpa foi do assassino. Isso é que justificaria a intervenção policial violenta (o uso de um atirador de elite), depois de esgotadas as chances de negociação - o que já se configurara logo no segundo dia. Quanto ao desempenho da imprensa, recomendo a leitura do texto do Marcelo.
quarta-feira, outubro 29, 2008
One way racism
A CBC está fazendo uma série de reportagens sobre as eleições americanas - no mesmo estilo da que a Globo faz no JN. Na cidadezinha de Chilicothe, no estado-chave de Ohio, um grupo de republicanos expunha as razões para não votar em Obama. Um deles perguntou qual o nome do meio de Obama. Houssein. Islâmico demais para os padrões conservadores. Racismo? Certamente, dirá a maioria. OK, é compreensível.
Em seguida, um outro cidadão sentado à mesa faz o comentário que acho o mais fundamental em toda esta campanha americana em que um negro tem todas as condições - e o dinheiro - para chegar à Casa Branca. Segundo ele, 90% dos negros votarão em Obama porque ele é negro. Tudo certo até aí. Mas se os brancos fizerem o mesmo com McCain, ah, isso sim é racismo!
Esse é só mais um exemplo do que eu chamo de "one way racism". Ou seja, o racismo é uma via de uma mão só. Só vale quando os negros são as vítimas. Nós tivemos aqui um exemplo disso, quando uma ex-ministra (ou secretária, sei lá) de Lula disse claramente que não considera racismo de um negro contra um branco.
O que está por trás de tal raciocínio? Curiosamente, não é a idéia, básica, de que todos são iguais perante a lei, sem distinção por qualquer de suas características físicas. Muita gente "progressista" considera plenamente aceitável dizer que vai votar em Obama porque ele é negro. Ou que vai ser benéfico para os EUA ter o primeiro presidente negro da história. Não vê nisso nenhum contrasenso em relação a todo o ideário anti-racista que, felizmente, parece estar avançando - pelos menos nas sociedades civilizadas.
Justificar o voto em Obama pela cor da sua pele é uma ofensa ao próprio candidato. Ele tem quase todas as qualificações para assumir a presidência da nação mais poderosa do planeta: é bem formado, culto, inteligente, elegante e um ótimo orador (já falei aqui que um discurso dele na campanha de John Kerry me manteve acordado por horas numa madrugada de 2004). Mas lhe falta uma: experiência administrativa.
Apesar disso tudo, considero Barack Obama um fenômeno de mídia - no Brasil, comparável a Fernando Collor. Caiu nas graças da imprensa por ser um candidato cem por cento politicamente correto. As duas campanhas nos brindaram com peças de propaganda que entrarão para a história. Collor e seu "caçador de marajás". Obama é ainda pior: "nós podemos". Tão sólido quanto uma bolha de sabão.
Uma observaçãozinha, antes de terminar. Uma pesquisa da Reuters de ontem ou anteontem trouxe uma diferença de menos de 4% entre os dois. Ou seja, empate técnico. Quer dizer que mesmo com a avassaladora e milionária campanha o Obama vai ganhar - se ganhar - apertado? McCain não é tão fraco assim.
Em seguida, um outro cidadão sentado à mesa faz o comentário que acho o mais fundamental em toda esta campanha americana em que um negro tem todas as condições - e o dinheiro - para chegar à Casa Branca. Segundo ele, 90% dos negros votarão em Obama porque ele é negro. Tudo certo até aí. Mas se os brancos fizerem o mesmo com McCain, ah, isso sim é racismo!
Esse é só mais um exemplo do que eu chamo de "one way racism". Ou seja, o racismo é uma via de uma mão só. Só vale quando os negros são as vítimas. Nós tivemos aqui um exemplo disso, quando uma ex-ministra (ou secretária, sei lá) de Lula disse claramente que não considera racismo de um negro contra um branco.
O que está por trás de tal raciocínio? Curiosamente, não é a idéia, básica, de que todos são iguais perante a lei, sem distinção por qualquer de suas características físicas. Muita gente "progressista" considera plenamente aceitável dizer que vai votar em Obama porque ele é negro. Ou que vai ser benéfico para os EUA ter o primeiro presidente negro da história. Não vê nisso nenhum contrasenso em relação a todo o ideário anti-racista que, felizmente, parece estar avançando - pelos menos nas sociedades civilizadas.
Justificar o voto em Obama pela cor da sua pele é uma ofensa ao próprio candidato. Ele tem quase todas as qualificações para assumir a presidência da nação mais poderosa do planeta: é bem formado, culto, inteligente, elegante e um ótimo orador (já falei aqui que um discurso dele na campanha de John Kerry me manteve acordado por horas numa madrugada de 2004). Mas lhe falta uma: experiência administrativa.
Apesar disso tudo, considero Barack Obama um fenômeno de mídia - no Brasil, comparável a Fernando Collor. Caiu nas graças da imprensa por ser um candidato cem por cento politicamente correto. As duas campanhas nos brindaram com peças de propaganda que entrarão para a história. Collor e seu "caçador de marajás". Obama é ainda pior: "nós podemos". Tão sólido quanto uma bolha de sabão.
Uma observaçãozinha, antes de terminar. Uma pesquisa da Reuters de ontem ou anteontem trouxe uma diferença de menos de 4% entre os dois. Ou seja, empate técnico. Quer dizer que mesmo com a avassaladora e milionária campanha o Obama vai ganhar - se ganhar - apertado? McCain não é tão fraco assim.
Mantega, o visionário
Nós, brasileiros, somos mesmo sortudos. Sorte de termos um ministro da Fazenda que ontem - isso mesmo, ontem! - nos alertou de que a crise financeira será severa e longa. Agora, sim, eu acredito. É um visionário. Antecipou-se a todos e fez o favor de, antecipadamente, nos abrir os olhos para os dias que estão por vir. Quanta celeridade! Agora vai.
Mantega é um dos piores entre os que já vi ocupar aquele cargo. Cada entrevista dele é motivo de risada para os que entendem de economia - o que não é o meu caso. Com aquela animação que lhe é peculiar, decorada com um indefectível sorriso amarelo, desfia ladainhas do mais puro senso comum.
Ontem, para tentar animar os "consumidores", contou que comprou um imóvel. Em quantas vezes, ministro? Cem? Não, não, em dez prestações, diretamente com o proprietário. Viram como é que se faz? Vocês que não compram uma casa em dez vezes são um bando de idiotas.
O cara queria animar o mercado e acabou confessando que também não se arrisca na crise. Como é que tamanha cavalgadura dá aulas numa das principais universidades do país, eu não sei. Aliás, sei, sim. Lá, há muitas cavalgaduras como ele.
Mantega é um dos piores entre os que já vi ocupar aquele cargo. Cada entrevista dele é motivo de risada para os que entendem de economia - o que não é o meu caso. Com aquela animação que lhe é peculiar, decorada com um indefectível sorriso amarelo, desfia ladainhas do mais puro senso comum.
Ontem, para tentar animar os "consumidores", contou que comprou um imóvel. Em quantas vezes, ministro? Cem? Não, não, em dez prestações, diretamente com o proprietário. Viram como é que se faz? Vocês que não compram uma casa em dez vezes são um bando de idiotas.
O cara queria animar o mercado e acabou confessando que também não se arrisca na crise. Como é que tamanha cavalgadura dá aulas numa das principais universidades do país, eu não sei. Aliás, sei, sim. Lá, há muitas cavalgaduras como ele.
domingo, outubro 26, 2008
À frente, o atraso
Às vezes eu acho que há muito de paranóia nas cruzadas anti-petistas que varam a internet. Muitos dizem que é uma perda de tempo combater gente que, daqui a dois anos, será defenestrada do poder. Mas o problema parece ser bem maior.
Vejam, por exemplo, a que ponto chegou uma das maiores universidades brasileiras. Depois do cara que meteu a mão no dinheiro da pesquisa pra montar um apartamento luxuoso, agora é a vez de um grande pesquisador assumir a reitoria da UnB. Vejam só o currículo da figura!
Bom, isso nem chega a me surpreender. Assim como a aqueles que leram esta matéria que eu fiz pro Valor Econômico, em 2006. A picaretagem já está instalada naquela "universidade" há muito tempo.
Ah, dêem uma espiada no nível dos comentários no blog do professor Marcelo Hermes, um dos que ainda se preocupam em combater a mediocridade que grassa pela UnB. Há, inclusive, ameaças. Gente de baixíssimo nível. Um deles, inclusive, acusa o professor de passar informação para o "império" pelo fato de publicar em inglês. A UnB vai passar a ter um campus em cada acampamento do MST. É o brasilzão a caminho do obscurantismo total.
Vejam, por exemplo, a que ponto chegou uma das maiores universidades brasileiras. Depois do cara que meteu a mão no dinheiro da pesquisa pra montar um apartamento luxuoso, agora é a vez de um grande pesquisador assumir a reitoria da UnB. Vejam só o currículo da figura!
Bom, isso nem chega a me surpreender. Assim como a aqueles que leram esta matéria que eu fiz pro Valor Econômico, em 2006. A picaretagem já está instalada naquela "universidade" há muito tempo.
Ah, dêem uma espiada no nível dos comentários no blog do professor Marcelo Hermes, um dos que ainda se preocupam em combater a mediocridade que grassa pela UnB. Há, inclusive, ameaças. Gente de baixíssimo nível. Um deles, inclusive, acusa o professor de passar informação para o "império" pelo fato de publicar em inglês. A UnB vai passar a ter um campus em cada acampamento do MST. É o brasilzão a caminho do obscurantismo total.
sexta-feira, outubro 24, 2008
Ecos da ditadura
Até a Economist entrou na discussão sobre a exdrúxula exigência de diploma de jornalismo e registro no Ministério do Trabalho para o exercício da profissão de jornalista no Brasil. O Marcelo Soares traduziu o texto aqui. E uma polêmica recente você pode ler no blog do Maurício Tuffani.
Eu sou jornalista formado e defendo o fim da exigência do diploma. O mercado é quem deve dizer que tipo de profissional pode ou não trabalhar em jornais, revistas, TVs, internet, etc. O resto é conversa de sindicalista.
Eu sou jornalista formado e defendo o fim da exigência do diploma. O mercado é quem deve dizer que tipo de profissional pode ou não trabalhar em jornais, revistas, TVs, internet, etc. O resto é conversa de sindicalista.
terça-feira, outubro 21, 2008
Virou moda
Inspirados no delinqüente do ABC, os descornados do país todo resolveram que era hora de dar cabo de suas (ex) mulheres. Vejam estes dois casos aqui em SC - aqui e aqui.
O Marcelo Soares catalogou outros muitos casos recentes.
O Marcelo Soares catalogou outros muitos casos recentes.
Aula de lógica
Esta é uma aula razoável sobre lógica formal. Na verdade, dedução natural. É a segunda parte de uma série longa, disponível no youtube (não coloquei a primeira parte porque é dispensável). Se quiserem assistir às seguintes, é só procurar ali mesmo.
Gianetti quer salvar o planeta
O Osame Kinouchi, do SemCiência, desconfia que Eduardo Gianetti virou esquerdista. Pela entrevista acima, pode-se ver que essa não é uma desconfiança sem fundamento. Gianetti parece ter caído no lugar comum do esquerdismo moderno - a paranóia ambientalmente correta.
Dá uma olhadinha no vídeo abaixo, Gianetti.
Save the planet
O chiste - ou deboche - é sempre a crítica mais contundente. Este é o melhor vídeo a que já assisti sobre a paranóia ambientalista.
(Via DVeras)
segunda-feira, outubro 20, 2008
Newton da Costa - parte 1
O professor Newton da Costa é um dos maiores lógicos do mundo e um dos pesquisadores brasileiros mais citados no exterior.
sábado, outubro 18, 2008
quinta-feira, outubro 16, 2008
Coincidência
Completando o post sobre a mágica eleitoral, a diferença entre o primeiro e o segundo colocados na eleição para prefeito de Balneário Arroio do Silva foi de quase mil votos - dez vezes maior do que a registrada na eleição anterior. Houve eleição que a diferença foi de 30 votos. Ou seja, o número absoluto de crescimento do colégio eleitoral foi muito parecido com a diferença de votos em favor do candidato vencedor. Pura coincidência.
Se somarmos a isso os casos em que um único candidato levou 100% dos votos do município teremos evidências fortes de fraude eleitoral em tempos de urna eletrônica.
Se somarmos a isso os casos em que um único candidato levou 100% dos votos do município teremos evidências fortes de fraude eleitoral em tempos de urna eletrônica.
quarta-feira, outubro 15, 2008
Quarta-feira negra
Nos mercados e aqui em Balneário Camboriú também; escureceu antes das quatro da tarde.
Mágica eleitoral
Alguém sabe me explicar como o colégio eleitoral de um municipiozinho aumenta de 5600 para 6500 eleitores em dois anos? Pois foi o que aconteceu em Balneário Arroio do Silva, no sul de Santa Catarina, terra da minha família.
Em tempos de urna eletrônica, as fraudes migraram dos chamados "votos-carbonos", "votos formiguinhas" e outros tantos para coisas mais complexas, como a transferência de domicílio eleitoral. Em municípios pequenos, onde a diferença de votos numa eleição para prefeito fica abaixo de 100, trazer eleitores de fora pode fazer toda a diferença.
E o que me chama mais a atenção é que a Justiça Eleitoral não está nem aí. Os partidos é que são obrigados a vigiar uns aos outros. A Justiça Eleitoral está mais preocupada com a escolha dos eleitores. Passou a campanha toda nos enchendo a paciência com aquela campanha do voto consciente - aquela dos quatro anos. Justiça eleitoral não tem nada que se meter no voto dos eleitores. Eles que decidam como quiserem.
A Justiça deveria era se preocupar com a lisura da votação. Como é que um colégio eleitoral cresce quase 20% em dois anos e a Justiça não desconfia de nada?!
Em tempos de urna eletrônica, as fraudes migraram dos chamados "votos-carbonos", "votos formiguinhas" e outros tantos para coisas mais complexas, como a transferência de domicílio eleitoral. Em municípios pequenos, onde a diferença de votos numa eleição para prefeito fica abaixo de 100, trazer eleitores de fora pode fazer toda a diferença.
E o que me chama mais a atenção é que a Justiça Eleitoral não está nem aí. Os partidos é que são obrigados a vigiar uns aos outros. A Justiça Eleitoral está mais preocupada com a escolha dos eleitores. Passou a campanha toda nos enchendo a paciência com aquela campanha do voto consciente - aquela dos quatro anos. Justiça eleitoral não tem nada que se meter no voto dos eleitores. Eles que decidam como quiserem.
A Justiça deveria era se preocupar com a lisura da votação. Como é que um colégio eleitoral cresce quase 20% em dois anos e a Justiça não desconfia de nada?!
quinta-feira, outubro 09, 2008
A Lógica no país das maravilhas
Lewis Carroll é famoso por ser autor do clássico Alice no País das Maravilhas. E confesso que só o conhecia por isso. Eis, então, que me deparo, surpreso, com o nome dele no livro de lógica que usamos no curso de Lógica II, na UFSC. Isso porque, além da tal Alice, ele também criou um joguinho muito interessante - os doublets de Carroll.
A brincadeira consiste em partir de uma palavra e chegar a uma outra completamente diferente, seguindo uma única regra: trocar apenas uma letra por vez, formando sucessivas palavras diferentes. Por exemplo, partir de "gato" e chegar em "paio": gato, rato, raio, paio; ou de "sol" para "lua": sol, sul, sua, lua.
Esses são exemplos bem fáceis. Você consegue sair de "deusa"e chegar em "diaba"? Ou de "professor" para "estudante"?
Mas que diabos isso faz em um livro de lógica? Como bem explica o professor Cézar Mortari, autor de Introdução à Lógica, a coisa toda é parecida com os sistemas formais axiomáticos: as palavras iniciais seriam os axiomas, a partir dos quais deriva-se novas fórmulas, seguindo as regras formação.
Como vocês já devem ter percebido, o o livro do professor Mortari é ótimo. Ele trata de lógica formal com uma desenvoltura incrível. Vocês podem ter idéia do que se faz numa aula de lógica espiando os exercícios na página dele.
A brincadeira consiste em partir de uma palavra e chegar a uma outra completamente diferente, seguindo uma única regra: trocar apenas uma letra por vez, formando sucessivas palavras diferentes. Por exemplo, partir de "gato" e chegar em "paio": gato, rato, raio, paio; ou de "sol" para "lua": sol, sul, sua, lua.
Esses são exemplos bem fáceis. Você consegue sair de "deusa"e chegar em "diaba"? Ou de "professor" para "estudante"?
Mas que diabos isso faz em um livro de lógica? Como bem explica o professor Cézar Mortari, autor de Introdução à Lógica, a coisa toda é parecida com os sistemas formais axiomáticos: as palavras iniciais seriam os axiomas, a partir dos quais deriva-se novas fórmulas, seguindo as regras formação.
Como vocês já devem ter percebido, o o livro do professor Mortari é ótimo. Ele trata de lógica formal com uma desenvoltura incrível. Vocês podem ter idéia do que se faz numa aula de lógica espiando os exercícios na página dele.
quarta-feira, outubro 08, 2008
Melhor texto que li sobre a crise
O debate sobre de quem é a culpa pela crise econômica - se do excesso de liberalismo ou de intervenção estatal - esquenta. Este texto aqui é muito, muito explicativo. Contém informações que eu desconhecia, principalmente aquelas referentes às empresas que fomentaram a bolha imobiliária nos EUA. Percebe-se que a culpa deve ser dividida entre democratas e republicanos, já que tudo começou lá atrás, com Mr Clinton.
Via De Gustibus.
Via De Gustibus.
terça-feira, outubro 07, 2008
Notas de viagem
Voltei. Foram 15 dias de correria, ao melhor estilo viagem de turista. Enquanto o mundo desabava, eu e a Renata viajávamos. Escolhemos a dedo o período da viagem: dólar subindo, bancos falindo, crédito secando...
Na semana em que a crise recrudesceu, estávamos em Londres. É claro que tive tempo para ler jornais detidamente, mas, ao chegar em Paris, comentei com a Renata de que tinha impressão de que os europeus estavam achando graça da desgraça americana. Pelo que diziam algumas autoridades da EU, estariam imunes à crise. Seria a vitória do "modelo europeu" - seja lá o que for que isso signifique - sobre o americano. Dois dias depois, a CNN e a BBC só falavam nos bancos europeus que agonizavam.
Comprei a The Economist na manhã da sexta passada, antes de embarcar para Milão. Estava lá, em "Lessons from a crisis", maravilhosamente ilustrada com um desenho de Sarkozy lendo Das Capital. "One by one, European leaders have lined up to hail the triumph of welfare over Wall Street. 'The idea that markets are always right was a mad idea', declared the French president, Nicolas Sarkozy. America´s laissez-faire ideology, as practised during the subprime crisis, 'was as simplistic as it was dangerous', chepped Peer Steinbrück, German finance minister. He added that America would lose its role as 'financial superpower'. The italian finance minister, Giulio Tremonti, claimed vindication for a best-selling book that he wrote earlier this year about the dangers of globalisation."
Dessa vez era eu quem ria. A crise chegara ao Velho Continente, e o texto da revista inglesa era o único alento. "Step foward, Peer Steinbrück, Germany´s finance minister, who rashly declared on September 25th tha America was 'the source... and the focus of the crisis', before heralding the end of its role as the financial superpower. Within days, the focus shifted and Mr Steinbrück and his officials were obliged to arrange a 35 billion (euros) loan from German banks and the German government to save Hypo Real Estate, the country´s second-biggest property lender."
E por aí segue na ironia sobre os principais líderes europeus - ou melhor, da Europa Continental - que, independentemente de partidos, adoram o Estado.
Na semana em que a crise recrudesceu, estávamos em Londres. É claro que tive tempo para ler jornais detidamente, mas, ao chegar em Paris, comentei com a Renata de que tinha impressão de que os europeus estavam achando graça da desgraça americana. Pelo que diziam algumas autoridades da EU, estariam imunes à crise. Seria a vitória do "modelo europeu" - seja lá o que for que isso signifique - sobre o americano. Dois dias depois, a CNN e a BBC só falavam nos bancos europeus que agonizavam.
Comprei a The Economist na manhã da sexta passada, antes de embarcar para Milão. Estava lá, em "Lessons from a crisis", maravilhosamente ilustrada com um desenho de Sarkozy lendo Das Capital. "One by one, European leaders have lined up to hail the triumph of welfare over Wall Street. 'The idea that markets are always right was a mad idea', declared the French president, Nicolas Sarkozy. America´s laissez-faire ideology, as practised during the subprime crisis, 'was as simplistic as it was dangerous', chepped Peer Steinbrück, German finance minister. He added that America would lose its role as 'financial superpower'. The italian finance minister, Giulio Tremonti, claimed vindication for a best-selling book that he wrote earlier this year about the dangers of globalisation."
Dessa vez era eu quem ria. A crise chegara ao Velho Continente, e o texto da revista inglesa era o único alento. "Step foward, Peer Steinbrück, Germany´s finance minister, who rashly declared on September 25th tha America was 'the source... and the focus of the crisis', before heralding the end of its role as the financial superpower. Within days, the focus shifted and Mr Steinbrück and his officials were obliged to arrange a 35 billion (euros) loan from German banks and the German government to save Hypo Real Estate, the country´s second-biggest property lender."
E por aí segue na ironia sobre os principais líderes europeus - ou melhor, da Europa Continental - que, independentemente de partidos, adoram o Estado.
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