terça-feira, fevereiro 27, 2007
Dines, em momento genial
Quando digo para algumas pessoas que os petistas reclamam de perseguição da imprensa, elas riem. Acham exatamente o contrário: que a maioria dos jornais e TVs foi condescendente com o crimes perpetrados pela camarilha.
Para mim, um dos mais lúcidos comentadores é Alberto Dines. Perdoem-me pelo texto longo, mas vale a pena.
O CASAQUISTÃO É AQUI
Falta aparecer o Borat para gozar as hipocrisias
Por Alberto Dines em 27/2/2007
As declarações da psicanalista Eliane Mantega, mulher do ministro da Fazenda, vão ganhar os prêmios "Maria Antonieta de Ibiúna" e "Avestruz de Ouro" concedidos aos campeões da categoria "De Costas para a Vida".
Compreende-se o seu incômodo em aparecer como vítima de um seqüestro múltiplo junto com o ilustre marido e os filhos, mas a sua complacência com os bandidos que assaltaram a mão armada a chácara dos amigos em Ibiúna é ultrajante: "Eles só queriam dinheiro... foram supergentis... ladrões-de-galinha" [ver "Correção política, insensibilidade moral"].
Com fraseado mais coloquial e igual distanciamento, reproduziu a doutrina palaciana adotada para enfrentar a indignação que tomou conta do Brasil (sobretudo das brasileiras) diante da barbaridade cometida contra o menino João Hélio, no Rio. Para o quase ex-ministro Márcio Thomas Bastos, a violência é um processo que precisa ser enfrentado por outro processo, atalhos "emocionais" nada resolvem. Resolvem sim, Excelência, processos inanimados costumam ir para o lixo da História [ver "Portinari versus Lula"].
Compromisso contínuo
A mídia engoliu esta, como engole qualquer coisa politicamente correta mesmo quando moralmente revoltante. A mídia está mais esbaforida do que nunca, seu estoque de adrelina evaporou com o calor do verão. O governo não está interessado em dar prioridade às questões que envolvem impunidade. É tabu. Levado às últimas conseqüências, um debate sobre o tema fatalmente transbordaria para o Dossiêgate que acaba de ser chutado mais uma vez para escanteio.
Decidiu o Procurador-Geral da República que o senador Aloízio Mercadante não pode ser indiciado pela Polícia Federal por ter direito a foro especial. Está certo, todos estão certos, os culpados mudaram-se para endereços desconhecidos. Com a decisão, a compra do dossiê contrabandeado para as páginas da IstoÉ ficou na esfera dos aloprados municipais do PT. O dinheiro foi arranjado por eles, eles é que desenvolveram este tipo de "jornalismo investigativo".
Em outras palavras: o "processo" que culminou com um dos maiores crimes eleitorais dos últimos tempos vai continuar rolando nas gavetas de baixo – e por muito tempo, já que o delegado Paulo Lacerda anunciou que ficará mais seis meses à frente da Polícia Federal.
Na esfera palaciana, o único processo que interessa tocar é o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). De olho nas bolhas e euforias que produzirá na publicidade, a mídia esquece a sua decisiva contribuição para dar qualidade, consistência e sustentabilidade a este crescimento.
Amostra desta modesta contribuição foi a matéria de capa da Veja sobre a extorsão por telefone, o tal "Disque-Seqüestro" (edição 1996, de 21/2/2007). A modalidade é conhecida há alguns anos, na internet há tempos corriam advertências, ninguém prestava atenção. De repente, uma reportagem de capa numa semana morta, pré-momesca, e o cidadão descobre como enfrentar este novo tipo de ameaça à sua segurança. Os bandidos terão que inventar outro passatempo para as suas horas vagas nos presídios. E os editores terão que adotar outros critérios para programar o seu calendário: todas as edições são importantes, mesmo quando coincidem com feriados, festas, férias.
O compromisso da imprensa com a sociedade é contínuo, apesar das delícias da praia e da montanha.
Filosofar em público
No domingo (18/2), no caderno "+Mais!" da Folha de S.Paulo, o filósofo Renato Janine Ribeiro produziu um dos mais comoventes desabafos sobre o martírio do menino João Hélio. Não foi uma tomada de posição, mas uma dramática exposição de perplexidades e doloridas opções penais diante do horror que estamos condenados a assistir.
Este Observatório chamou a atenção, a mídia tinha outras preocupações e só retornou ao filósofo na semana seguinte (domingo, 25/2), na mesma Folha: em três textos antagônicos, apenas um deles (da professora Olgária Matos) procurou entendê-lo.
Deve existir algum código na ANJ (Associação Nacional de Jornais) para obrigar os associados a absterem-se de comentar textos publicados pelos concorrentes – assim, evitam-se polêmicas capazes de abalar a instituição. A verdade é que não chamou a atenção dos sensíveis radares da mídia este filósofo que não tem respostas prontas na ponta da língua, nem palavras de ordem, entregue à revolta de conviver com as diversas crueldades exibidas pela sociedade brasileira.
Renato Janine Ribeiro quer filosofar em público, fazer pensar, quer compartilhar o seu cartesianismo – penso, logo existo – com a comunidade. A mídia não entra nessa. Não tem tempo para sofrer dilemas, prefere a fulanização, sentenças instantâneas para limpar a pauta.
Aventureiros e descendentes
A tragédia brasileira é que os vetores mais poderosos da sociedade são conflitantes – nada os atrai, tudo os distrai. Ou afasta. Para o governo e governantes punir é perigoso, suicídio, equivale a andar em areia movediça. Para a mídia, a questão crucial de Crime e Castigo só serve para os cadernos dominicais, em resenhas sobre Dostoievski. Nos chamados dias úteis, é perfeitamente inútil, não cabe. Mas o ser humano também existe e pensa no meio da semana. Não há lugar: a maldita segmentação e a sua filha espúria, a cadernização, não deixam.
A mídia sabe, mas não se aflige: sujeitos a guincho, apenas os veículos mal-estacionados. O resto é impune, impunível, inimputável. Ou coitadinhos "ladrões-de-galinha", "supergentis" que "só querem um dinheirinho". Sem falar nos "amigos da casa", cada vez em maior número.
O Brasil tem jeito, basta convocar urgentemente o repórter Borat para arrasar as hipocrisias deste imenso Portugal e a sua mídia insensível com os 50 mortos nas estradas mineiras em fevereiro – só num desastre morreram 16, que mereceram 10 linhas – e com as seis chacinas paulistanas nas quais foram para o beleléu quase 30 cidadãos.
O Cazaquistão é aqui, mas os aventureiros cazaques e seus descendentes, os cruéis cossacos, estão bem disfarçados.
Comentário
Meu comentário sobre o texto do Dines:
Genial, Dines! Uma prova de que há lucidez "neffepaiff". É claro que eles têm que defender os bandidos; é o espírito de corpo. Quanto à imprensa, não publica nada que seja minimamente contra o politicamente correto, mesmo que seja contra o Estado de Direito que, como você bem lembrou em outro texto, não existe por aqui. A cucaracholândia marcha rumo ao bolivarianismo - o mais novo eufemismo para "ditadura" aqui na américa latrina. Talvez nunca o livro de Popper - A Sociedade Aberta e Seus Inimigos - tenha sido tão útil quanto agora para nosotros.Persevere, meu caro!
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Luto
Nesta quarta-feira de cinzas, ela nos deixou, ali por volta das três e meia da tarde. Já tinha 83 anos, dos quais inacreditáveis quase 69 vividos ao lado do seu Antoninho. Foram dos primeiros moradores do Arroio do Silva, que pertencia a Araranguá e dela se desmembrou para virar município, em 1994 (ou 1995, não sei). Meu tio Juca, filho do casal, foi o primeiro prefeito.
Todos a chamam de Dona Ceci. Seria Cecília? Quase. Lucília! Lucília Borges. O que não tinha no tamanho sobrava-lhe na coragem. Então não é preciso coragem para criar dez filhos, naqueles tempos difíceis em que água e luz eram um luxo? Criou-os! E eles cresceram; e a D. Ceci e o Seu Antoninho tiveram netos, bisnetos e, pasmem, quatro tataranetos!
Não creio que todos nós, que dependemos dela, tenhamos pago uma ínfima parte da dívida que acumulamos nestes 83 anos. A única coisa que posso dizer agora é "vá com Deus, Vó, e que São Jorge te acompanhe".
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
O mico-leão-dourado em primeiro lugar
Como mostrou o Jornal Hoje, a reunião dos verdes estava repleta; deputados de todos os partidos. Todos querendo aparecer, já que a cobertura foi ostensiva. Já a discussão sobre violência pública mereceu menos destaque, apenas a informação de que todas as entidades participantes (advogados, padres, ongueiros e outros politicamente corretos e oportunistas) são contra a redução da maioridade penal. É mesmo??!!
Não querem tomar decisões no calor dos acontecimentos. Ora, ora, até parece que vivem na Suíça. Aqui, meus caros, os acontecimentos não esfriam, não. Sempre haverá um crime bárbaro e, assim, a temperatura não esfria e ninguém faz nada.
E nessa toada, todos estão preocupados com o aquecimento global, com a preservação ambiental, com a extinção do mico-leão-dourado. Quanto à preservação das pessoas de bem, nenhuma palavra.
Em boa companhia
Em relação à maioridade penal, estamos em boa companhia; só países desenvolvidos, como Colômbia, Equador, Guiné e Venezuela. Os atrasados, como a Inglaterra, julgam seus cidadãos a partir dos 8 anos.
Aqui no Bananão, as otoridades não querem discutir a redução da maioridade penal no calor dos acontecimentos, em clima de "comoção nacional". Vão deixar pra discutir quando? Já sei: no dia se são nunca - quando algum mensaleiro for preso. É o típico discursinho esquerdóide que trata bandido como se fosse um pobre coitado, injustiçado pela sociedade capitalista malvada.
Idade Média, aqui vamos nós!
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Não tem desculpas
TALITA FIGUEIREDO
da Folha de S.Paulo, no Rio
A mãe de dois dos cinco presos acusados pela morte do garoto João Hélio Fernandes Vieites --Carlos Eduardo Toledo de Lima, 23, e um adolescente de 16 anos-- afirmou que o mais jovem contou a ela que assumiu o crime a pedido do irmão mais velho, já que, por ser menor de 18 anos, ficaria preso apenas "uns dois meses".
O adolescente estudou até a sexta série e Carlos Eduardo, até a quinta. Segundo a polícia, o jovem assumiu o crime, mas depois voltou atrás."Preferia estar no lugar dessa mãe e ter meus filhos mortos e enterrados [a vê-los presos acusados de crime tão bárbaro]", disse a evangélica e técnica de enfermagem de 43 anos, que prefere ser identificada apenas como Maria. "Não criei monstros, sempre os criei dentro da igreja", disse. Ela tem outros três filhos, dois meninos (12 e 17) e uma menina (14). Moram numa casa no morro São José da Pedra.
Na sala, além de vários adesivos com inscrições como "Deus é fiel", há fotos dos cinco filhos e dezenas de medalhas do marido, que é maratonista e também evangélico, Nilson Nonato da Silva, 43. Nilson é padrasto de Carlos Eduardo e pai do jovem de 16 anos.
Ela trabalha num hospital na zona sul e pediu para não ter o nome revelado para não sofrer retaliações. Afirmou que está sofrendo muito, chorou em diversos momentos da entrevista e contou que, de sexta--feira até ontem de manhã, emendou plantões extras para não ter que voltar para casa.
Na hora do crime, Maria e o marido estavam em um culto evangélico, na Gávea (zona sul)."Toda hora que eu fecho os olhos, vejo aquele carro arrastando aquela criança. Estou pedindo a Deus que me dê forças para ficar em pé", disse.
Apesar de o adolescente andar em "más companhias", é Carlos Eduardo quem tem histórico de problemas, conta a mãe. Fugiu de casa pela primeira vez aos dez anos e "virou menino de rua" até os 18, quando foi preso por roubar um celular. Dormia mais na rua do que em casa. "A gente buscava, trazia para casa e ele fugia de novo."
Foi Nilson quem levou Carlos Eduardo à delegacia, no último domingo. Carlos Eduardo diz que é inocente, mas é apontado pela polícia como o chefe do bando. "Para mim, foi como levá-lo a um matadouro", preocupa-se o padrasto que o criou desde os seis anos."Não temos certeza, não estamos aqui defendendo nenhum deles, mas queremos saber qual está falando a verdade. Acho que o Carlos Eduardo é mais capaz [de cometer esse crime]. É experiente, já ficou preso, sabe o que está atrás daquelas grades, da violência que há lá dentro. O mais novo não sabe o que iria sofrer ali dentro", diz a mãe.
A mãe não acredita que a redução da maioridade penal resolva o problema. "Se a Justiça fosse consertar meu filho, acho que ele podia ficar muitos anos preso. Mas ele é inexperiente. Quanto mais tempo ele passar lá, mais vai aprender coisas ruins. Eu sei porque foi assim com o Eduardo quando ficou preso quando era menor. Saiu pior do que entrou", disse.
Nilson, apesar de evangélico, acha que até a pena de morte vale, em crimes assim. "Tem que ter punição severa no Brasil, como nos Estados Unidos. Colocava na cadeira elétrica e pronto, acaba com isso. Fez uma vez, não fará mais." Ele pediu desculpas à família de João. "Estou sofrendo junto com eles, gostaria de poder abraçá-los e chorar junto com eles."
quarta-feira, janeiro 31, 2007
No escurinho do cinema...
Vai cometer um crime? Quais os riscos de ser preso? Em sendo preso, qual a probabilidade de a pena ser grande? Qualquer um que more no brazilsão sabe que as chances de ficar preso por muito tempo são remotas. Logo, roube-se, mate-se e livre-se!
Mas o que você está querendo dizer com isso, rapaz? Explico. Mateus Meira, o doidaço que meteu bala numa platéria de cinema em Sampa matando três e ferindo vários, poderá pedir a tal da "progressão da pena" para o regime semi-aberto. É que os brilhantes desembargadores de São Paulo reduziram a pena do sujeito de mais de 100 anos para 48. A pena anterior era a soma pela condenação dos vários crimes cometidos pelo estudante de medicina naquele mesmo dia. Mas, com base na nossa moderníssima legislação, os desembargadores chegaram à brilhante conclusão de que os crimes todos foram praticados no mesmo ato e deveriam ser julgados como se fossem um só.
Assim, ao cumprir um sexto da pena ele pode pedir para sair de vez em quando e, quem sabe, assistir a uns filmezinhos por aí. Como já está preso há sete anos, no fim deste 2007 poderá pedir a semi-aberta.
Ah, um detalhezinho importante: o doidão confessou que mandou matar uma testemunha de acusação do processo. O crime só não foi levado a cabo porque o doidaço se desentendeu com o gente fina que contratara para executá-lo (executar o crime, não o doidaço).
Resumo da ópera: o cara mata três, fere um monte, manda matar uma testemunha de acusação no processo contra ele, cumpre sete anos de prisão e sai rindo da nossa cara. E tudo isso dentro da lei. Estas lei só podem ser feitas pelos bandidos. Um país assim tem como dar certo?
domingo, janeiro 28, 2007
Sobre governos e mercados
"To say that the government can improve on markets outcomes at times does
not mean that it always will. Public policy is made not by angels but by a political
process that is far from perfect. Sometimes policies are designed simply to reward
the politically powerful. Sometimes they are made by well-intentioned leaders
who are not fully informed. One goal of the study of economics is to help you
judge when a government policy is justifiable to promote efficiency or equity and
when it is not." (p. 10)
Não falei que os caras não estudam economia?!
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Notícias do Brasil
1. Há milhares de crianças na fila de adoção, mas as regras dificultam o processo. Os casais brasileiros preferem as crianças recém-nascidas, de pele clara. Já os estrangeiros não dão bola para a cor da pele. Logo, num país como o Brasil, a tendência seria que os estrangeiros adotassem mais crianças, certo? Errado. Não aqui. O número de adoção por estrangeiros caiu nos últimos dois anos. O Estado, que nada faz por nós a não ser cobrar impostos altíssimos, impede que nossas crianças pobres e abandonadas tenham um futuro melhor alhures.
2. Em algumas cidades do sertão nordestino, algumas mulheres descobriram uma fonte de renda alternativa: parir! Estimuladas pelo salário maternidade, algumas delas têm um filho por ano. Uma moça de 27 anos tem nove filhos. O salário maternidade, que deveria ser usado para criar os filhos, é usado na construção de casebres e até para comprar cabras. ´
O pessoal do governo deveria estudar Economia. Medidas como o salário maternidade, mesmo que criadas com boa intenção, pode redundar em aberrações como essas. Esse é um ótimo exemplo de verificação de um pressuposto da microeconomia: as pessoas reagem a incentivos. Se o governo me paga para ter filhos, por que não os teria? O resultado é claro: o alastramento da pobreza numa região já miserável. É preciso que o governo deixe de populismo e estude mais, para não fazer bobagens monumentais, como essa.
terça-feira, janeiro 16, 2007
Matéria minha na Foco
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Engatinhando
Estou pensando em fazer algumas mudanças. Minha dúvida principal é saber se um blog deve ser focado em alguns assuntos que possam interessar a um público menor, mas cativo, ou ficar livre para falar o que bem entender. O problema é que me interesso por assuntos muito variados, desde coisas esquisitas como filosofia da economia até os problemas mais comezinhos de convivência social - como os caras que insistem em nos castigar com o som do carro no último volume, sempre tocando porcaria, claro. Alguém já viu aí um destes babacas com uma discoteca ambulante tocando Sinatra?
Como este blog ainda não é um negócio profissional, não tenho esquentado muito a cabeça. Quando me decidir, aviso. Mas antes vou precisar da ajuda do Alexandre Gonçalves, cujo site é um primor.
sábado, dezembro 23, 2006
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Hoje
segunda-feira, dezembro 18, 2006
O mundo é colorado
óh Internacional que eu sigo a exaltar..."
Entre meus muitos defeitos, está o de ser flamenguista. (Como sabemos, todos nascem flamenguistas, mas alguns degeneram ;)
Mesmo assim, ontem acordei cedo para torcer pelo Inter. Torceria para qualquer time brasileiro, até para o Vasco e para o Grêmio, mas não com a mesma intensidade de ontem, claro. Abelão deu um show de tática. Dá-lhe Colorado!!! Bem-vindo ao clube dos campeões mundiais!
sábado, dezembro 16, 2006
Premiação


Na sexta de manhã, fui a Florianópolis receber o prêmio Fiesc de Jornalismo. Na foto de cima, eu e o presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa; na outra, todos os vencedores deste ano.
Gostaria de parabenizar a Fiesc por essa iniciativa que vem mantendo há mais de uma década. Certamente, é um incentivo ao trabalho jornalístico de qualidade.
Foi uma oportunidade também de rever pessoas queridas que há muito não encontrava, como o professor Orlando Tambosi e os colegas jornalistas da Fiesc Elmar, Ivonei e Juliano.
sábado, dezembro 09, 2006
Bush não vai gostar deste nome

Em 2004, acompanhei alguns debates e comícios da campanha para presidente dos Estados Unidos. As estrelas eram Bush Jr. e J. Kerry, mas fiquei particularmente impressionado com um candidato ao Senado por Illinois. Novo e negro, tinha uma verve afiadíssima. Assisti a dois discursos dele. Em ambos, cada frase estava em seu devido lugar, cada palavra parecia ter sido cuidadosamente colocada. Mas isso não significava um texto burocrático. Não, pelo contrário! Ele interpretava cada palavra de uma forma absolutamente adequada; não forçava nada e tudo parecia absolutamente espontâneo. Não me ocorre ninguém no Brasil com quem pudesse compará-lo.
Há muito não via um discurso assim. Fiquei impressionado ao ponto de, no dia seguinte, mandar um email ao Márcio Pochmann (meu chefe) falando daquele negrão de nome estranho, de semblante absolutamente simpático e cativante. Não que tivesse concordado com tudo que o Obama (isso mesmo, Obama!) dissera, mas o casamento perfeito entre forma e conteúdo me pareceu competente o suficiente para levá-lo além do Senado.
Soube depois que, lá pela metade da campanha, os republicanos já tinham jogado a toalha e desistido de financiar o concorrente de Barack Obama em Illinois. Chegou ao Senado e, pelo que começa a comentar a imprensa americana, já está tirando o sono de Ms. Clinton na disputa pela presidência dos EUA. Podem até fazer uma dobradinha. Alguém duvida que o próximo ocupante da Casa Branca será um democrata?
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Ganhei
Florianópolis, 6.12.2006 – A Federação das Indústrias (FIESC) divulga o resultado da edição 2006 do Prêmio Sistema FIESC de Jornalismo. O trabalho vencedor na categoria mídia impressa foi “Caminho estratégico”, de autoria do jornalista Paulo Henrique de Sousa, da Revista Expressão. A reportagem “Sobrevivendo aos governos: a busca alternativa por energia”, de Túlio Borges Filho, veiculada na Furb TV, de Blumenau, foi a vencedora na categoria mídia eletrônica, que inclui rádio e TV. Na categoria mídia regional (para todos os tipos de veículos regionais) o trabalho vencedor foi “Vale do Rio do Peixe: o berço da indústria do vinho”, de Marcelo Santos, da Rádio Catarinense, de Joaçaba.
A comissão julgadora, reunida nesta terça-feira (5), ainda atribuiu menções honrosas para “Cosméticos made in SC”, de Cleide Klock, da RBS TV , “Vinho cria nova safra de empresários em Santa Catarina”, de Vanessa Jurgenfeld, do jornal Valor Econômico, e “De volta aos trilhos”, série de Rodrigo Stüpp, do jornal A Notícia.
A premiação acontecerá no dia 15 de dezembro, durante a reunião de diretoria do Sistema FIESC.
A comissão julgadora desta edição foi composta por: Orlando Tambosi, professor do curso de jornalismo da UFSC, Osmar Teixeira, vice-presidente Associação Catarinense de Imprensa (ACI), Josemar Sehnen, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, Moacir Loth, jornalista na Editora da UFSC e coordenador do Programa de Jornalismo Científico da Fapesc, e Pedro Moreira Filho, presidente do Conselho Regional de Economia de Santa Catarina (Corecon).
O Prêmio Sistema FIESC de Jornalismo reconhece a contribuição dos profissionais e empresas de comunicação social à pesquisa, divulgação de dados e reportagens enfocando a indústria catarinense.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Amadorismo II
Quando eu cheguei no local, os bombeiros estavam começando a procurar pelo menino com um jet-ski. Zanzando de lá para cá por mais de hora, não conseguiram encontrá-lo. Na praia mais movimentada do estado, apenas dois homens dos bombeiros foram destacados para procurar pelo garoto com um mísero jet-ski! Os bombeiros não foram capazes de pedir a ajuda de outras embarcações de uma marina próxima, ou mesmo destacar mais homens para a busca. Isso tudo aqui no centro de Balneário Camboriú.
Hoje de manhã eles ainda não haviam encontrado o corpo. A família estava indignada com o serviço do Corpo de Bombeiros. Não sem razão.
Amadorismo I
Não estou falando da qualidade dos hotéis ou coisa parecida. Refiro-me ao atendimento nos lugares públicos, principalmente nos restaurantes. Desde um reles McDonald´s até resturantes bons da Via Gastronômica.
Você sente e espera, espera, espera... O garçom passa e atira o cardápio sobre a mesa e você reza para que não o atinja. Daí, você acaba com receio de pedir para não interromper o frenesi dos garçons, em desabalada carreira. Isso aconteceu comigo na Macarronada Italiana, onde a comida é boa, mas o atendimento, péssimo. E fiz questão de deixar isso bem claro para o gerente daquela birosca.
Mas nem todos são assim, claro. Na Casa da Lagosta o atendimento é ótimo.
Porque me ufano
Eles representam tudo o que não vemos nas outras áreas: competência.
Sim, eu sou daqueles que acordam de madrugada pra ver um bom jogo, não só de vôlei, como também de futebol e basquete. Acompanhei os mundiais de vôlei feminino e masculino mesmo com jogos de madrugada. Valeu a pena. As meninas ficaram em segundo e os rapazes foram bicampeões. Uma aula de dedicação e competência.
Bernardinho para presidente!