quinta-feira, janeiro 21, 2010

O tombo vai ser grande

Como é início de ano, é hora de previsões. Vou prever, aqui, que muita gente vai perder dinheiro neste ano com uma nova fraude que está no mercado travestida de empresa séria. A Dinastia, nome fantasia da Delta Red Marketing Associação Interativa e Treinamento Ltda., não passa de um grande esquema pirâmide.

O esquema já está espalhado pelo Brasil. Já chegou ao interior de Santa Catarina. Acho que os jornais e TVs de Florianópolis podem dar um pulinho no culto - quer dizer, no evento - programado para o dia 28 de fevereiro na Capital.
Como você pode verificar no próprio website deles, os eventos parecem mais um culto de igreja evangélica. Não é mera coincidência. Trata-se de lavagem cerebral, necessária para ganhar a adesão dos incautos, ingênuos. Afinal, crédulos é o que não falta no Bananão.

O discurso é sempre o mesmo: paga pra entrar, paga mensalidade em troca de algo (nesse caso, um seguro de vida) e trate de trazer mais trouxas, quer dizer, "associados" para o negócio. Você ganha xis reais por cada cabeça (vazia) que conseguir amealhar.

Aqui tem uma boa análise sobre essa picaretagem.

Eles juram que não são uma pirâmide. Eu não pagaria pra ver.

Um comentário:

Fernando disse...

A “Bolha” do marketing de rede e os lobbies de grupos pró MMN dentro do governo dos EUA
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Há anos nosso blog vem debatendo e buscando informações novas acerca do MMN, sua estrutura, funcionamento, distribuição de ganhos entre os distribuidores de suas empresas, e chegamos à conclusão de que a maioria desses sistemas é lesivo à grande parte de seus participantes. Muitos leitores chegaram (e chegam) a indagar que, se é um sistema eminentemente lesivo à maioria, qual é o motivo pelo qual ele ainda funciona? Qual o motivo pelo qual ele ainda possui “gás” para seguir adiante? Argumentamos no decorrer de nossos debates e textos pelo blog que esse motivo é basicamente constituído por cinco pontos: 1) técnicas de persuasão e manipulação poderosas tanto para entrada do prospecto na empresa quanto para sua manutenção nesta; 2) valores e crenças característicos dessa época em que vivemos, que estão presentes em diferentes intensidades dentro de cada um e que estimulam a lógica do “cada um por si e Deus pra todos”, a lógica do individualismo, do desapreço ao bem comum, do desapreço à empatia; 3) situação econômica mundial: caracterizada por altas taxas de desemprego, desocupação e baixas remunerações; 4) ausência de regulamentação (ou regulamentação incipiente) do setor; e, talvez o principal deles 5) a força (lobbies) que as empresas de MMN possuem junto aos órgãos governamentais que deveriam proteger o consumidor, mas acabam por proteger a empresa e o sistema que àquele é deletério! Os lobistas agem quando há parca regulamentação e mesmo no sentido de impedir projetos de regulamentação do setor. Sem os pontos 4 e 5, os pontos 1, 2 e 3 não teriam força suficiente para sustentar o sistema.
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O artigo abaixo, de Steven Hassan, trata mais incisivamente dos pontos 4 e 5. Convidamos o leitor que não está a par desse universo do MMN a ler a matéria e conhecer um pouco das artimanhas desse “mundo”, assim como aqueles que desse sistema participam. Boa leitura.
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Continua em:
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http://industriadadecepcao.wordpress.com/2011/03/01/a-bolha-do-marketing-de-rede-e-os-lobbies-de-grupos-pro-mmn-dentro-do-governo-dos-eua/