
Esta foto de capa da Folha de S. Paulo de ontem me chocou. Fiquei pensando na banalização da violência. Não estou falando de sensacionalismo da imprensa, não; não é isso. Estou falando de que não passa um santo dia que não tenhamos notícias de mortes em atentados no Iraque, no Afeganistão ou nos conflitos entre árabes e israelenses. Na maior parte delas, a gente passa os olhos ou ouve de forma rápida. "Ah, morte no Iraque não é mais notícia." Impressionante como a gente se acostuma com essas coisas. Uma foto, assim, mais contundente serve para uma pequena pausa para reflexão. Pequena, mesmo; porque em seguida já nos voltamos para os afazeres que nos consomem.
2 comentários:
Normalmente edito uma meia página de "Mundo". Você não tem idéia da quantidade de fotos de horror como esta que são enviadas pelas agências de notícias.
Acabei optando por divulgar o mínimo possível esta guerra, transformando o que eram "abres" de páginas em notas. Ler contagem de mortos todos os dias é péssimo. As imagens impressionam, mas, como o amigo afirmou, se tornam banais.
E isto é o mais assustador.
Horror. E produzido pelo chamado "animal racional".
Abs., Tambosi
P.S.: não sabia do nascimento do Rei Arthur. Já deixei um post lá.
Parabéns aos pais corujões...
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