domingo, abril 02, 2006

O feminismo é um movimento desonesto

Ando meio sem tempo e, quando o tenho, sou acometido por uma preguiça descomunal. Logo, os posts escasseiam.
Antes que as minhas muitas leitoras me crucifixem, a frase do título não é minha, mas da professora e escritora inglesa marxista Alison Wolf, em entrevista publicada no caderno Mais! da FSP de hoje.
Alguns trechos:

"Muitas feministas ainda se encontram em campanha, afirmando que as mulheres não são bem tratadas o suficiente no mercado de trabalho, que têm mais dificuldade que os homens para progredir na carreira, que sofrem preconceito e nunca atingem os postos mais altos. Na verdade, isso é puro "nonsense", falta de perspectiva histórica.É preciso entender que tudo o que as mulheres conquistaram no mercado de trabalho só teve início nos últimos 50 anos -e de forma progressiva. As pessoas que detêm os postos mais altos atualmente são as que estão na casa dos 50 anos e entraram no mercado de trabalho antes dessa abertura."

"Acho que eles [homens e mulheres] podem ser iguais [em relação à renda], se as mulheres não tiverem filhos. As mulheres que escolherem ter filhos não poderão ser iguais."

"Ele [o feminismo] se apresentava como um movimento que defendia o interesse de todas as mulheres, mas era apenas voltado a uma minoria de mulheres da elite."

"O feminismo foi responsável por difundir essa visão de que apenas o trabalho importa e nada mais vale a pena. O feminismo divulgou a idéia de que quem está fora do mercado de trabalho não tem valor".

"Há especialmente as mulheres feministas jornalistas que gostam de apontar casos de preconceito ou dificuldades no mercado de trabalho, mas o movimento chegou ao fim."

"O argumento que apresento é que há problemas estruturais e inerentes à situação atual. Eu digo que é estúpido se referir às mulheres como se elas fossem todas iguais -ninguém se refere aos homens como se eles fossem todos iguais.Longe de formarem um grupo homogêneo, as mulheres se dividem em dois grupos de forma dramática: as educadas, que buscam uma carreira em detrimento da dedicação à família, e as não-educadas, que se dedicam à família por falta de opção."

"Se tivesse que especular, diria que talvez algumas mulheres sejam geneticamente mais propensas à idéia de ter filhos de que outras. Talvez depois de algumas gerações passemos a ter mais mulheres que queiram ficar em casa e ter filhos em detrimento de uma carreira."

5 comentários:

Anônimo disse...

Sem tempo e com preguiça?
Gente, somos irmãos...
abs
Zé Dassilva

Tambosi disse...

A turma dos "estudos de gênero" é que não vai gostar...

Aluizio Amorim disse...

Ph,

está aí um tema do qual eu gosto muito. Essa mulher tem razão. Vou mais longe. O feminismo é a maior estupidez que tive conhecimento ao longo da minha vida. As mulheres, de acordo com a natureza, são destinadas à procriação. Ao parir, têm que amamentar e depois cuidar da criança até que ela se vire sozinha. Somos diferentes dos animais, que se viram sozinhos em pouco tempo de vida. Talvez o grande problema da sociedade atual é justamente a falta de mães, como foram as nossas avós. Veja nisso até mesmo a questão da violência que cresce no meio juvenil. Na Alemanha já existem escolas que só funcionam com aparato policial. Basta verificar no site da Deutesche Welle A imbecilizadora campanha feminista já fez o estrago. Ora, mulher não é homem. O feminismo acabou com a feminilidade além do que inflacionou o mercado de trabalho e fez rebaixar o salário. Esta é que é a verdade. O feminismo é a maior praga do século XX e responsável pela masculinização da mulher.

Aluízio Amorim
http://oquepensaaluizio.zip.net

Aluizio Amorim disse...

Saiu errado. O certo é Deutsche Welle. É um ótimo site e até coloquei na lista de favoritos do meu blg.

aluizio

Daniel Reynaldo disse...

Perfeitas todas as colcações. Mas a turma dos "estudos de gêneros" não liga pra raciocínio lógico não, Tambosi. Se eles fossem afetados por idéias límpidas eles já tinham sepultado o discurso há bastante tempo.