quarta-feira, agosto 01, 2007

Dois pesos e duas medidas

Outra coisa que lembrei agora mostra o oportunismo e mau caratismo de certas pessoas. Quando desabou aquele buraco do metrô, em São Paulo, choveu gente (ou melhor, petista) culpando o governo do Estado (Alckmin e todos os tucanos). As construtoras só foram lembradas muito depois. Trataram logo de apelidá-lo de "buraco do Alckmin". No jogo pesado da politicagem, acho isso normal, pelo menos aqui no Bananão.

Mas os mesmos picaretas vêem golpismo agora em quem põe no Apedeuta boa parte da culpa do desastre da Tam. Ora, Alckmin não estava gerenciando as obras, assim como Lula não estava pilotando o avião. Se o primeiro foi "culpado" por ser "responsável" pela obra, o segundo também deve ter culpa por ser "responsável" pelo sistem aéreo e, mais especificamente, pela pista de Congonhas. Fosse ela mais longa, com área de escape, não teriam morrido 199 pessoas. Outros dois acidentes semelhantes ocorreram no exterior, com apenas três mortos - nenhum deles passageiro. Tivesse o governo investido primeiro em segurança, e não embelezado os prédios dos aeroportos, o desastre poderia ter sido minimizado.

Mas o que importa, mesmo, é a maquiar. "Ifftou convenffido de que nunca anteff neffepaiff" a fachada foi tão importante.

2 comentários:

ielpo disse...

Bem lembrado! É o velho ditado, "faça o que eu digo, não faça o que eu faço"...

Aluizio Amorim disse...

Dá-lhe Ph. Seu post resume bem toda essa história no que se refere à politização de episódios trágicos que refletem a incúria das autoridades. Isto vale para o buraco do Metrô e para a tragédia de Congonhas.
Acho que a interpretação dos fatos deve ser por aí. O que fica claro é que realmente o aeroporto de Congonhas não tem condições de operar da forma como vinha sendo utilizado. Ainda mais que suas pistas têm menos de 2 mil metros !!! É aeroporto para teco-teco.
abs
aluízio amorim