sexta-feira, outubro 05, 2007

Game theory applied to... games

Desde moleque, sempre pratiquei dois esportes: futebol e basquete. E, modéstia à parte, jogo bem ambos - mas isso não vem ao caso. Nas peladas de futebol, sempre a turma costumava passar dos limites, e as brigas eram um tanto comum. Já nos rachas de basquete isso não acontecia; entreveros eram raros.

Nunca consegui explicar isso, mas agora tenho um palpite - um tanto quanto controverso, admito. No basquete, adotávamos uma única (R): pediu falta, é falta. No futebol não havia isso, e a cada lance polêmico seguia-se uma discussão interminável - não raramente terminando nas "vias de fato". E o importante é notar que brigas havia mesmo com a presença de um juiz - ou muito por causa dele.

Mas cadê o raio da teoria dos jogos, ph? Calma. Minha "tchiuria" parte da hipótese de que o motivo de haver ou não brigas é a existência da tal regra do "pediu, é falta". Tomo basquete e futebol por "jogos repetidos", no sentido de que não são jogos (interação) que terminam em único lance. Assim, os jogadores tenderiam a cooperar para levar o jogo a um bom termo.

Ainda não me fiz claro. Mas vamos lá. No caso do basquete, em que vale a regra R, se um time abusar de pedir faltas, o outro vai fazer a mesma coisa, e o jogo tende ao equilíbrio. Já no caso do futebol, os lances são decididos em discussões intermináveis (quando não há um juiz) ou em reclamações contra o juiz. E o pau segue comendo. E não me perguntem se tem isso algum cabimento.

2 comentários:

Orlando Tambosi disse...

Nariz Gelado me botou nessa fria e eu passo adiante para o amigo. Veja lá no blog.

Angelo M. Fasolo disse...

Prezado Ph,

Tenho a minha teoria, que discorda um tanto da sua a respeito das diferenças entre o comportamento dos jogadores de basquete e futebol no Brasil. Acho que o problema todo está na escassez de jogadores de basquete no Brasil para fins de diversão.
Explico: tenho a chance de jogar basquete ao menos uma vez por semana aqui nos Estados Unidos, e, ainda que jogue na universidade (ambiente mais civilizado), as discussões sempre aparecem, lembrando muito o que vc descreveu sobre o futebol no Brasil. Tive a chance de ver um pessoal jogando em NY, e a pancadaria pegava feia, tal como no Brasil com o futebol.
Logo, por que no Brasil não se discute tanto as faltas em jogos de basquete: pela escassez de jogadores. Se a turma que joga junto se divide, ninguém mais joga, o que é Pareto ineficiente para todos.

Abraços!