sábado, novembro 29, 2008

Na Veja

A Veja explica as causas do dilúvio que se abateu sobre o nosso querido Vale do Itajaí e traz alguns dos relatos dramáticos que marcarão a história de Santa Catarina. A foto de capa é uma homengam à menina Luana Eger, a primeira vítima fatal. Aqui, o texto para assinantes. E aqui, um outro aberto.

2 comentários:

Anônimo disse...

PH,

Não é por nada não, mas a "revistinha" só tem dado bola fora. Você vai me desculpar, mas achei a capa extremamente apelativa e fora de contexto. Claro, o drama de uma criança sempre vai provocar comoção, mas a desgraça que se abateu sobre o Estado vai além de dramas pessoais. E o que menos se debate agora é a responsabilidade de nossos governantes, de hoje e ontem. A tragédia de 1983 em Blumenau não serviu como lição. Lamento pelo sofrimento de muitas famílias. Um final de ano que não merecíamos. Agora, capa por capa, a Época deu um banho de jornalismo. Chocante!

Abraço e cumprimentos pelo novo cargo que irás assumir. Sucesso. Tenho o amigo como referencial na carreira.

Marcelinho

ph disse...

Marcelo, este post foi mesmo uma provocação. Sei que alguém acharia que seria "sensacionalismo". É o lugar comum. Pra mim, exploração seria se tivessem usados fotos de algum corpo. Agora, se você acha que o desastre "vai além dos dramas pessoais", então não objeto - justamente por discordar radicalmente. A tragédia é, justamente, a soma de todos os dramas pessoais. Não houvesse pessoas, não haveria drama algum - apenas uma simples reacomodação geológica.
Quanto à responsabilidade, é preciso pensar com serenidade para levantar quais as causas da tragédia. Como leigo, e pelo que li até agora, se chovesse em qualquer lugar do mundo o que chouve no Vale do Itajaí, esse lugar também alagaria. Que tipo de obras poderia realmente evitar a tragédia? Ela foi, lembre-se, completamente diferente das de 83 e 84. Acho, sim, que a Defesa Civil e os governos estadual e municipais deveriam ter dado algum alerta depois de mais de mês de chuva. Ainda assim, não evitariam a maioria das mortes. Lugares que sempre foram considerados acima de qualquer suspeita (nunca foram área de risco) simplesmente desabaram. Os desmoronamentos não aconteceram apenas nos morros com moradias irregulares. Em Blumenau, a casa do filho de um desembargador caiu, num bairro de classe alta.