quarta-feira, janeiro 11, 2006

Um governo esburacado

O presidente Lula finalmente começa o ano acertando. Conseguiu resumir em uma única expressão o que foram os seus três anos de mandato: um tapa-buracos. O problema é que, como toda operação tapa-buracos, quando você tapa o último o primeiro já está aberto de novo.
Pensando bem, não teve sucesso nem nesta modesta tarefa. Há, hoje, mais buracos do que quando assumiu. Enquanto os países emergentes cresceram acima de 5% no ano passado - alguns próximos de 10% -, o Bananão (expressão copiada do Ivan Lessa, via Tambosi)faz outro vôo de galinha em torno de 2%. Buracos é o que não faltam nas contas da classe média brasileira.
O episódio é emblemático: quando um governo faz propagando maciça de um reles tapa-buracos é porque a coisa está pretíssima. Nada mais há para propagandear.
A coisa é tão insana que as próprias empreiteiras ficaram constrangidas. Pediram a Lula que esclareça os critérios para convidar as empresas a trabalharem sem licitação. Enfim, começamos o ano da mesma forma lastimável como os anteriores - e bota anteriores nisso!

3 comentários:

Aluizio Amorim disse...

pH:

Vc que está aí num grande jornal, sugira uma pauta sobre o esfacelamento da classe média, coisa que começou já com FHC e se aprofundou de forma violenta no governo petista. Depois que os petistas descobriram os grotões, sai debaixo. Resolveram transferir renda (leia-se salários) da classe média à guisa de socorro aos desvalidos. Acontece que esse programa Bolsa Família do PT, não passa de um caça-votos. É um programa tipicamente paternalista. Nem mesmo os mais renitentes coronéis nordestinos ousaram tanto para manter votos de cabresto.
E o Rato receitou mais arrocho fiscal. Claro que o PT gostou. Assim sobra mais para Lula e seus sequazes distribuirem à patuléia.
Abs
Aluízio Amorim
http://oquepensaaluizio.zip.net

P.S.: Tenho alguns novos posts.

Tambosi disse...

PH,

bom comentário. O pior é que essa operação tapa-buracos não é fiscalizada. É mais uma ocasião para jogar dinheiro para os apaniguados.
Ah, Uganda, Uganda!

Abs.

N. Cotrim disse...

O amigo Tambosi tá certo!

Abraços!